segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O que gostaria de ter sabido antes de ir a Cartagena.

Tive muita dificuldade para me decidir sobre essa viagem em relação a onde me hospedar e que passeios fazer. As informações eram sempre muito dicotômicas e picadas. 

Uma das maiores dificuldades foi sobre os passeios às praias, como se chega nelas e principalmente quais eram as que eu tinha que fugir porque tem um monte de gente reclamando em seus blogs da insistência dos ambulantes.

Bom...nem no site da cidade tem uma informação global das opções ofertadas. E infelizmente eu tb não vou conseguir passar isso aqui, mas farei um descritivo de tudo o que foi difícil pra mim, de forma a tentar ajudar quem está lendo. 

Praias em Cartagena
Praia em Cartagena. (Não é um propaganda do Rum. Eu que tirei a foto mesmo)
Cidade litorânea, Cartagena tem uma imensidão de mar costeando. A praia da cidade (foto acima) não é das piores se vc estiver buscando somente uma praia em si. Mas é muito feia pra quem está esperando um mar caribenho. Areia batida, de cor marrom. Cheia de vendedores ambulantes. Mar calmo e quente. A cor do mar achei meio indefinida. Mas chutaria verde escuro. 
A praia da cidade tem estrutura de barracas, quiosques e seus famosos ambulantes

Além da praia costeando a cidade em si, Cartagena conta com um arquipélago de 27 ilhas chamado de Parque Natural Corais del Rosario e San Bernardo, que é onde realmente se vai querer ir, pois é a parte mais caribenha e o que se espera encontrar do Caribe. 

A maior delas é a Isla Baru, que era uma península mas os Espanhóis na época da colonização abriram um dique de um rio da região dando acesso ao mar, fazendo, assim, a ilha. Nela ficam vilarejos bem pobres e as praias públicas, como Playa Blanca.

As demais ilhas são todas ilhas de coral. Algumas delas são hotéis que tem entre os serviços ofertados, pacotes de day tour

Há inúmeros day tour e eu infelizmente não consegui saber todos, pois cada agente de viagem trabalha com uma lista pequena de opções e simplesmente não te avisam que existem outras opções que eles não trabalham. A sensação que eles dão é que só há as opções que eles estão lhe passando. E meio que empurram algumas das opções pra vc (imagino que por serem as de maior rentabilidade pra eles).

Você pode comprar os day tour diretamente no porto ou por agentes de viagem. Seu hotel pode indicar um.

Nós fomos a três praias. Duas em ilhas privadas e uma praia pública. Vou descrever como foram todas pra tentar ajudar. Porque aqui estava uma das minhas maiores preocupações dessa viagem. Amigos me falaram e li em vários blogs sobre ir para as praias particulares, mas nada ficou claro pra mim que os day tour eram em sua maioria exatamente para as praias particulares dos hotéis nas ilhas. 

Choupana no deck da Isla del encanto
Isla del Encanto - O primeiro passeio day tour que fizemos foi para a Isla del Encanto. 45 minutos de lancha rápida na ida e voilá! Chegamos. O lugar é bonito. Para quem mora no Brasil e passeia pelas praias por aqui, eu diria que não é nada que diga: UAU! Mas é uma ótima praia.
A ilha dispõe ainda de uma piscina e bar de piscina (com preços adicionais). Os pagamentos de qualquer compra adicional tem que ser feito em espécie.
No pacote day tour estava o traslado hotel x porto. Então marcaram um horário conosco, nos buscaram, nos levaram ao porto e nos deixaram dentro da lancha. O guia que nos recebeu no porto foi o que foi conosco à ilha. Esse passeio custou 145.000 COP cada que pôde ser pago no cartão de crédito + 13.500 COP cada que era de taxa portuária, que teve que ser paga em espécie. O pagamento da área portuária foi feito a quem veio nos buscar no hotel e nos deu o ticket de pago para acesso ao porto. (COP = Pesos Colombianos. Quando eu fui, em dezembro de 2014, R$ 1,00 era o equivalente a 700COP)

Ao chegar no hotel eles nos ofereceram frutas frescas o que deu uma maravilhosa ajudada naquele calorzão. E aí o guia apresentou opções de serviços extras (que são oferecidas, parece, em todas as ilhas por ali). Passeio ao aquário, snorkeling e diving. 

O importante a saber sobre essas opções adicionais é: se fizer uma delas, perde todo o tempo que tem pra ficar na ilha. 
Outra coisa específica sobre essa ilha: não há muito espaço de praia em si. Só esse pedacinho aí que se vê na foto. Mas de qq forma pelo menos quando eu fui, éramos em umas 50 pessoas na ilha e havia lugar para todos (até pq muitos vão fazer os passeios extras). 

De qq forma a pouca praia que ali tem é de água quentinha, pouca onda e cristalina.


O que eu achei mais interessante nessa ilha é que no final do deck tem uma choupana no meio d'água (de onde tirei essa foto aí de cima). E ali ficavam encostados dois moradores locais com seus barcos. Um deles nos ofereceu nos levar em seu barquinho a remo para um lugar no meio do mar para fazer snorkeling ao valor de 20.000 COP (COP = Pesos Colombianos. Quando eu fui, em dezembro de 2014, R$ 1,00 era o equivalente a 700COP). Não só por ser mais barato que a opção do hotel (que era 40 mil COP), mas principalmente pela opção de podermos ter uma experiência diferente e conversar com um local, nós aceitamos. E foi deveras gostoso. Aonde ele nos levou era muito bonito. Similar a Maragogi, Alagoas.




Almoço na Isla del Encanto
O almoço era o de praxe em praticamente todo lugar: Peixe frito, arroz de coco, salada e patacones (batata verde frita salgada). Nessa ilha nos serviram também mandioca frita. De entrada havia um caldo de peixe e cocada de sobremesa. O serviço era em estilo buffet, podia-se repetir, inclusive a parte de bebidas e sobremesa.
Para aqueles que não gostam de peixe eles oferecem a opção de peito de frango. Só precisa avisar ao guia na chegada. 

O atendimento dos funcionários era obviamente não profissionalizado, mas muito, muito simpático. 









Às 15h eles nos avisam que temos que voltar e todos seguem para o barco. A volta demora um pouco mais pois estaremos contra o vento e por isso, em velocidade reduzida. Aí nos informaram que devido ao vento no dia eles iam fazer um trajeto diferente pra voltar, passando por trás da Isla Baru e entrando na baía de Cartagena pelo dique e não por alto mar. A volta levou cerca de 1 hora e 5 minutos. No acesso ao dique rola uma super diminuição da velocidade e nós até atolamos um pouco e por isso achei importante avisar aqui: não se desespere, pois eles estão acostumados. Como esse acesso foi feito há muitos anos, ainda pelos Espanhóis quando na época da colonização, tem áreas que são muito rasas. Observe na foto que o guia está com água abaixo na cintura. Mas os barqueiros são mega experientes e fazem disso uma grande diversão. Relaxe e aproveite. 

Dicas que considero muito importantes:
1) para voltar o pessoal tira a proteção do sol da parte frontal da lancha na volta, (pq não pode ficar a capota aberta contra o vento) o que faz o povo todo ir pra trás. Aproveite e pegue um espaço bem lá na frente. Quem foi atrás tomou banho por quase todo o percurso, enquanto quem foi na frente estava super de boa, sendo molhado bem pouco. Leve consigo uma toalha pra te proteger do sol e pronto. Nada de voltar ensopado. 


2) Use um sapato aquático. Eu usei Melissinha em todas as praias. Eu tinha visto no Blog Rê Vivendo Viagens que a Rê pisou num ouriço em Playa Blanca e, coitada, penou. Então eu segui a dica dela e não tirei minha Melissinha do pé por nada na vida (preferi uma Melissinha pq era um calçado que podia usar tb no meu dia a dia e não só em mar). Meu marido foi de papete. 



Praia de Isla del Sol

Isla del Sol - day tour para a Isla del Sol se dá praticamente da mesma forma que o pra Isla del Encanto. 45 minutos de lancha rápida na ida chegamos. O lugar é muito bonito. A estrutura do lugar e a praia, na minha opinião, são muito mais legais do que a Isla del Encanto. A praia, para quem mora no Brasil e passeia pelas praias por aqui, eu diria que não é nada que diga: UAU! Mas é uma ótima praia, com água cristalina, sem nenhuma onda e quentinha. 


Busão do traslado
No pacote day tour estava o traslado hotel x porto que foi feito num ônibus mega engraçado. Apesar de não terem nos falado quando na venda do pacote, ofereceram o traslado de volta ao hotel também quando chegamos em Cartagena.

Na ida marcaram um horário conosco, nos buscaram, nos levaram ao porto e nos deixaram dentro da lancha. O guia que nos recebeu no porto foi o que foi conosco à ilha. Esse passeio custou 145.000 COP cada que pôde ser pago no cartão de crédito + 13.500 COP cada que era de taxa portuária, que teve que ser paga em espécie. O pagamento da área portuária foi feito a quem veio nos buscar no hotel e nos deu o ticket de pago para acesso ao porto. (COP = Pesos Colombianos. Quando eu fui, em dezembro de 2014, R$ 1,00 era o equivalente a 700COP)

Um pouco antes de desembarcarmos na ilha o guia apresentou opções de serviços extras (que são oferecidas, parece, em todas as ilhas por ali). Passeio ao aquário, snorkeling e diving. 
O importante a saber sobre essas opções adicionais é: se fizer uma delas, perde todo o tempo que tem pra ficar na ilha. 


Ao chegar no hotel tinha uma equipe bem grande de funcionários para nos atender com pedidos para bar e cozinha (valores adicionais ao do pacote, que incluía somente o almoço). Há bastante lugar para todos. Oferece wifi gratuito e tem piscina. O pagamento de gastos adicionais pode ser feito em cartão de crédito ou débito.


Parte da estrutura oferecida pelo hotel Isla del Sol
No almoço ofereciam peixe frito, bife, peitto de frango, arroz de coco, patacones e saladas variadas. As carnes eram feitas em estilo churrasco e estavam muito gostosas. Você pode pegar quanta comida quiser, mas não sei se pode repetir. Para beber escolher entre um refrigerante, suco ou água.De sobremesa haviam frutas.

Às 15h eles nos avisam que temos que voltar e todos seguem para o barco. A volta demora um pouco mais pois estaremos contra o vento e por isso, em velocidade reduzida. Aí nos informaram que devido ao vento no dia eles iam fazer um trajeto diferente pra voltar, passando por trás da Isla Baru e entrando na baía de Cartagena pelo dique e não por alto mar. A volta levou cerca de 1 hora e 5 minutos. No acesso ao dique rola uma super diminuição da velocidade e nós até atolamos um pouco e por isso achei importante avisar aqui: não se desespere, pois eles estão acostumados. Relaxe e aproveite. 

Dicas que considero muito importantes:
1) para voltar o pessoal tira a proteção do sol da parte frontal da lancha na volta, (pq não pode ficar a capota aberta contra o vento) o que faz o povo todo ir pra trás. Aproveite e pegue um espaço bem lá na frente. Quem foi atrás tomou banho por quase todo o percurso, enquanto quem foi na frente estava super de boa, sendo molhado bem pouco. Leve consigo uma toalha pra te proteger do sol e pronto. Nada de voltar ensopado. 

2) Use um sapato aquático. Eu usei Melissinha em todas as praias. Eu tinha visto no Blog Rê Vivendo Viagens que a Rê pisou num ouriço em Playa Blanca e, coitada, penou. Então eu segui a dica dela e não tirei minha Melissinha do pé por nada na vida (preferi uma Melissinha pq era um calçado que podia usar tb no meu dia a dia e não só em mar). Meu marido foi de papete. 




Playa Blanca - A Playa Blanca fica na Isla Baru, que era uma península mas devido a um dique construído pelos Espanhóis quando na colonização, acabou por virar uma ilha. É uma praia pública e fica bem próxima a um povoado bem simplório que em sua maioria vive de trabalhos na ilha, seja nas barracas, seja como ambulantes. Então há sim uma enxurrada de ambulantes vendendo suas coisas, querendo fazer massagem. Mas não achei que tenha sido tão ruim quanto li em muitos blogs. Talvez porque já estou acostumada com o Rio de janeiro. Talvez porque eu estava de Melissinha durante todo o tempo e uma das maiores reclamações é que as mulheres pegam já seu pé e saem fazendo massagem para então cobrar, talvez por causa de minha cara de má mesmo. Mas foi bem tranquilo. Aliás, foi o passeio que mais gostei porque ali sim é de uma beleza absurda que nunca vi no Brasil. Um mar azul clarinho, água quentinha, quase nada de onda. Areia branca. Nossa, tudo que eu esperava encontrar no Caribe.


Barraca de sol que alugamos em Playa Blanca
Mesmo sendo uma praia pública, optamos por fechar um pacote com uma empresa que oferecia o traslado e o almoço. Assim não tinhamos que nos preocupar. Esse passeio custou 50.000 COP cada que pôde ser pago em cartão de crédito. A empresa marcou um horário e nos buscou no hotel em um micro ônibus com ar condicionado. O trajeto leva cerca de uma hora de ônibus. Durante o caminho a guia foi nos explicando sobre as regiões que íamos passando. Ao chegar lá ela nos encaminhou até a barraca que serviria como ponto de encontro do nosso grupo. Ficamos por ali mesmo. Alugamos uma barraca com 4 cadeiras e uma mesa por 20.0000 COP. Ali tinhamos pessoal da própria barraca atendendo com venda de alimentos e bebidas a preços adicionais (pagamentos todos somente em espécie). 
(COP = Pesos Colombianos. Quando eu fui, em dezembro de 2014, R$ 1,00 era o equivalente a 700COP)


Almoço em Playa Blanca

O almoço foi à uma da tarde, servido pela própria guia, com peixe frito, arroz de coco, patacones (barata verde frita salgada)e salada. A porção era bem pequena, até eu fiquei com fome. Mas era bom. Acompanhava uma garrafinha bem pequena de coca cola bem gelada.
Playa Blanca
Às 15h, horário combinado do término do passeio, seguimos de volta para o ônibus junto com nossa guia e nos deixaram de volta em nosso hotel, cerva de uma hora depois.

Dica que considero muito importante: Use um sapato aquático. Eu usei Melissinha em todas as praias. Eu tinha visto no Blog Rê Vivendo Viagens que a Rê pisou num ouriço em Playa Blanca e, coitada, penou. Então eu segui a dica dela e não tirei minha Melissinha do pé por nada na vida (preferi uma Melissinha pq era um calçado que podia usar tb no meu dia a dia e não só em mar). Meu marido foi de papete. 

Onde se hospedar
Eu tive muita dúvida entre me hospedar no centro, em Getsemani ou em Boca Grande.

O centro me parecia que era caro, com pouca opção e hotéis com má infra estrutura. 


Boca Grande me parecia ter uma boa estrutura de hotéis mas eu imaginava que era longe e atrapalharia nossa viagem. 


Já Getsemani me parecia mais barato, mas underground demais. Li até coisas falando pra não sair à noite se hospedado por lá.


Centro histórico, cidade amuralhada - tem uma enorme seleção de hotéis, desde altíssimo luxo a hostels beeem simples. Fica no centro o porto onde se pegam as lanchas para os passeios às ilhas. Então rola uma certa praticidade nesse aspecto. Já a escolha do hotel, tem tanta variedade que provavelmente terão hotéis com boa estrutura sim. Vale a pena dar uma boa pesquisada.


Boca Grande - escolhi ficar em Boca Grande no Hampton by Hilton. Tinha um bom valor e
Piscina do Hampton by Hilton
me parecia ter uma estrutura boa, além de ser da rede Hilton, que é sinônimo de excelência. Diria que acertei em cheio. O quarto do hotel é muito bom. O atendimento e todos os funcionários sempre muito solícitos. Chegamos naquele calorão e na geladeira do quarto tinha uma garrafinha de água de boas vindas. O café da manhã tinha sempre bastante opção e era muito bem servido. Oferece wifi gratuito em todo o hotel. Tem piscina, que era uma boa saída para os dias que não íamos a ilhas. Ainda conta com sala de ginástica e oferece toalhas para vc levar para a praia ou para as ilhas sem nenhum custo adicional.


Boca Grande fica, diria, que 20 minutos andando ou poucos minutos de táxi. E o táxi é super barato e tabelado. De Boca Grande pra cidade amuralhada era o valor de 6.000 COP (COP = Pesos Colombianos. Quando eu fui, em dezembro de 2014, R$ 1,00 era o equivalente a 700COP).



Getsemani - Ainda dentro da cidade amuralhada, Getsemani é uma área menos nobre do centro histórico, mas nem por isso com menos história. Meu conhecimento de lá é super pequeno, só passei por lá no tour que fiz com o Durán. É sim uma área mais simplória mas não me deu o medo que tinha dado quando li blogs de que não devia nem andar lá a noite. Me pareceu somente um local que se encontra mais gente da cidade mesmo do que só turistas. Mas isso é só minha impressão. E vi que tem muitos hotéis e hostels por lá. 










sábado, 3 de janeiro de 2015

Por que ir a Cartagena?

Porque tem:
(x) Beleza natural
(x) História
(x) Charme e romantismo
(x) Aventura
(x) Turismo de luxo
(x) Turismo para mochileiro
Tem tudo aqui!!!! Cartagena é divina para todos os gostos!

Muralhas de Cartagena

Confesso que eu não tinha nenhuma intenção em ir a Cartagena. Mas estou muito grata que minhas milhas me forçaram a ir pra lá. Nem mesmo as dicas que minha amiga Carol e meu querido agente de viagens Pierluigi me deram tinham me animado. Mas eu fiquei deslumbrada com aquele lugar!

Existem no continente americano duas cidades ainda muradas; Quebéc, no Canadá e Cartagena, na Colômbia. 

Residência de Sir Francis Drake em Cartagena





Devido à sua localização privilegiada (vale a pena conhecer a história completa por lá), Cartagena foi utilizada pela Coroa Espanhola como porto para envio das riquezas do Novo Mundo à Espanha. E por isso a cidade foi fortificada, já que a área era disputada não só por outros países colonizadores como também por piratas.

Por falar em piratas, pra quem gosta desse assunto, Cartagena (e o Caribe de forma geral) é uma delícia adicional, já que muitas das histórias de piratas conhecidas ocorreram por ali (não à toa dando origem a livros e filmes famosos). Lá Sir Francis Drake, um renomeado pirata inglês se fixou por 3 meses, cobrando valores altíssimos da população local como forma de não usar suas forças contra a população, deixando o povoado aterrorizado. Sua casa é exatamente em frente à igreja que ele praticamente devastou ao chegar. 

Mas não espere que eles falem muito sobre piratas por lá. Infelizmente não há turismo voltado para esse nicho. Só se fala mais sobre as vantagens naturais da cidade, que é cercada por uma enorme orla de mar raso, o que fazia com que os barcos não conseguissem chegar à cidade facilmente. E as áreas de mar de acesso à cidade que eram fundas o suficiente, nas baías de Boca Grance e Boca Chica, são muito bem fortificadas.

A cidade amuralhada, que é o centro histórico, é linda, charmosa, fofa. Cheia de pracinhas com restaurantes, assim como cidades muradas do velho continente. Me lembrou em especial Lucca, na Itália.

É promovido um concurso anual de forma a estimular a manutenção das fachadas de suas casas. Quem ganha o concurso é isento por um ano de pagamento de imposto residencial. Outra curiosidade é que muitas das paredes das casas (e até parte significativa das muralhas do fortificado) são feitas de corais. A região de Cartagena é muito rica em corais. O  Parque Nacional  Corais do Rosário e San Bernardo é todo de ilhas de corais, com exceção da Isla Baru, que era uma península mas devido a um dique feito pelos Espanhóis na época da colonização, acabou por virar uma ilha.. 



Botero e nós.
Outros famosos que moraram lá foram o escritor Gabriel Garcia Márquez, que usou a cidade e o povoado de Cartagena como base pra muitas de suas histórias. E  o artista Bottero. Eu que adoro as obras dele fiquei super feliz porque há na cidade várias reproduções dele e até uma estátua numa das praças tilindas do centro histórico.

Para quem curte há um tour voltado para amantes de Gabriel Garcia Márquez com o guia chamado Durán.
Nós e Durán no day tour por Cartagena.
Não foi o tour que fizemos, então não sei como é. Ele indica que se tenha lido pelo menos 3 livros do Gabo para fazer esse tour. Nós contratamos o Durán como guia, mas fizemos o city tour, não o específico de Gabo.

Cartagena não é só história. É também dona de uma beleza natural estonteante, onde fica o Parque Nacional Corales del Rosario e San Bernardo. Um arquipélago de 27 ilhas onde algumas, mesmo que privadas, são hotéis que disponibilizam day tour. Para falar das minhas escolhas das ilhas veja o post 'O que gostaria de ter sabido antes de ir a Cartagena'. 








sexta-feira, 20 de junho de 2014

Greenwich, UK

A tia já tinha ido ao Equador. Era hora agora de ir a Greenwich, disse ela. rs Então lá fomos nós.

Greenwich é uma cidadezinha super bonitinha nos arredores de Londres onde fica o Meridiano de Greenwich que é, por convenção, o meridiano que divide o globo em ocidente e oriente. Serve de referência para calcular distâncias em longitudes e estabelecer os fusos horários.

Há algumas formas de ir de Londres a Greenwich, como por barco, carro e trem. Nós fomos de trem. Pegamos o trem na estação Tower Hill (nas costas do Castelo de Londres) e seguimos em direção a Greenwich. É um trem só dali, sem baldeação. Compramos os tickets de ida e volta ali mesmo na estação, numa máquina.

A cidade é super bonitinha. Da estação ao Royal Observatory nós passamos por um mercado de pulgas que tava rolando em uma pracinha e nos deliciamos conversando com os moradores da região. Tão perto de Londres e um lugar tão pacato! 

O Royal Observatory fica dentro do Greenwitch Park. Não há muitas placas indicativas pra pedestres, mas não se acanhe não, pode perguntar na rua pq o povo é super cortês e vai te ajudar. É uma boa caminhada até lá, mas parte é dentro de um parque lindinho, muito bem tratado. E rola uma subidinha de leve, ok. Pra mim foi tranquila, mas pra tia tivemos que dar umas paradas estratégicas pra descanso.



Por Greenwich almoçamos num restaurante que nos fora indicados por um dos senhores que estavam expondo no mercado de pulgas. Pedi indicação de algum lugar que tivesse uma comida bem local. Ele indicou um chamado Green Village Restaurant. Fica na 11-13 Greenwich Church St. O atendimento foi bacaninha, bem pessoal, feito por um casal de senhores bem velhinhos e conosco muito simpáticos. Pedimos o mais que tradicional fish and chips e uma cerveja. Não foi o melhor que comemos mas tb não foi o pior. Pelo tripadvisor eles estão muito mal cotados... só lendo as resenhas deles eu nem teria ido. Mas confesso que a experiência não foi primorosa, mas não foi tipo nunca mais volto nesse lugar.


quinta-feira, 19 de junho de 2014

Windsor, Bath e Stonehenge, UK - 1 day tour

Se eu não levasse a tia linda à Stonehenge acho que ela me matava! Então coloquei no roteiro. Alguns amigos me falaram que o ideal seria ir e ficar em Bath pelo menos uma noite pq a cidade é muito bonitinha e bacana pra se conhecer melhor (depois fiz amizade com uma moça de Bath e ela era só elogios com a cidade dela). Como tínhamos pouco tempo e nenhuma vontade de ficar ziguezagueando de malas por lá (afinal eu que tinha que carregá-las! rs), pegamos um roteiro de um dia de ônibus, que passava rapidamente por esses 3 lugares. Tivemos coisas boas e coisas ruins. 

O passeio eu fechei pelo site Ceetiz com a empresa Premium Tour que consistia em ida e volta de ônibus, partindo de Victoria Coach Station (que é a cerca de um quarteirão e meio próximo à estação de metrô Victoria, então considere que vai levar uns 15 minutos a mais pra chegar após desembarcar do metrô - caso vá de metrô, claro). 

Ao fazer a compra eles me davam algumas opções, tais como:
- guia de áudio em português (cobrado adicionalmente) e eu comprei pra nós duas;
- almoço em Bath. Eu escolhi sem a opção com almoço porque achei que assim eu teria liberdade pra poder escolher o restaurante que melhor me conviesse.

O ônibus saiu pontualmente no horário 8:15min e nossa primeira parada era Windsor (que fica pertíssimo do aeroporto de Heathrow). Entramos no ônibus e lá fomos nós! O guia era muitíssimo divertido, o que foi legal. Mas ninguém entregou nenhum 'audio guide' em português pra gente. Então o jeito era eu traduzir pra tia o que tava acontecendo, principalmente quando o ônibus inteiro ria e ela não tinha como participar. A chegada em Windsor foi um pouco mais cedo do que o previsto porque não havia trânsito. Não me recordo quanto tempo tivemos no local, mas me lembro que foi pouco, algo como 2 horas.
Ao chegar em Windsor o motorista do ônibus me perguntou se nós éramos as brasileiras do grupo, eu disse que sim. Então ele falou algo como ' que bom que vcs falam bem inglês, porque o guia em português não está funcionando'. Fiquei muito brava! Como assim me vendem uma coisa, cobram por ela, sabem que não tá funcionando mas dane-se?! Eles tinham que me oferecer essa opção! E se eu não soubesse inglês at all? Enfim....como estava com uma senhora de 80 e poucos anos, aproveitei mais uma x o fato de ela não ter entendido o que tava acontecendo pra poder fingir que nada tava acontecendo mesmo e não fazê-la se estressar na viagem. Fomos seguir o guia por Windsor.


A parte de seguir o guia foi complicada. Pq não dava, eu entendo, pra 40 pessoas ficarem esperando o tempo de uma senhorinha chegar nas coisas. Então eu falei pro guia que podia seguir com o povo que eu faria o tempo da tia com ela.

Outro ponto super negativo que achei do passeio é que era dia de Páscoa. Eu escolhi esse passeio esse dia porque era Páscoa e teríamos uma Páscoa diferente. Só que por ser no final de semana da Páscoa o castelo fica fechado à visitação pq a Rainha passa a Páscoa lá. Então tivemos que ficar só rodeando o Castelo, sem poder entrar. Estava bem frio. Mas deve ter sido, em contrapartida, o dia que mais perto da Rainha ficamos! rsrsrsrs


Eu e a tia em frente ao Castelo de Windsor

De lá partimos para Bath. Não sei quanto tempo demorou pq dormi. Chegando lá o guia perguntou quem tinha comprado com o almoço. Respondi que nós não. Então ele nos deu umas moedinhas estilo romanas que eram entradas preferenciais para as Termas Romanas. Ou seja, a gente furou a fila (que estava ENORME) na maior cara dura.

Tia e eu nos Termas de Bath (que vontade de entrar nessa água!)
Ao entrar já te oferecem um audio guide (que é fornecido pela atração turística, não pela cia de turismo). É um passeio interessante. Mas muito rápido. Eu já tinha ido a outros termas romanos pela Itália, mas não me lembro de estarem tão bem conservados ou de conseguir fazer sentir como seria na época como esse me fez.
'Aldeões' de Bath com a tia pra uma foto

Catedral de Bath

Aliás, em Bath vc pode experimentar a água de lá. Há uma pia com torneira e copos descartáveis em um dado ponto para que possa experimentar. É horrível o sabor. Mas vai que faz milagres de verdade! rs

Por Bath se não me engano a gente tinha algo em torno de uma hora a uma hora e 15 minutos. Deu tempo somente de passear nos termas (porque tínhamos a entrada preferencial) e depois passamos rapidamente na Catedral deles, que é muito bonita e pronto, seguimos de volta pro ônibus.

Quem tinha escolhido a opção com almoço com certeza não teve tempo de entrar nos termas ou se teve não teve tempo de curtí-lo, porque a fila de entrada estava realmente muito grande naquele dia/hora.

Em um pouco de tempo que tive pra esperar o ônibus aparecer descobri um local com nome um tanto interessante: The Alehouse. Uma casa especializada em cervejas que fica na 1 York Street, exatamente em frente ao ponto de encontro do busão (chaaato!!!). Claro que dei uma conferida!

Entramos no ônibus e aí o guia nos informou que iríamos agora para o almoço.  Até aí, ok. Andamos mais pelo menos uma hora de ônibus e eis que ele para no meio de quase nada e descemos pra um restaurante lindinho, tudo o que se espera de algo no interior da Inglaterra. O guia me lembrou que não tínhamos o almoço comprado (ok, eu sei disso). Mas como achei esquisito ele fazer questão de me lembrar, fui a uma garçonete e perguntei se a cozinha estava aberta. Ela disse que não, que agora só serviam bebidas. E que de comida só tinha os pratos de quem tava com o almoço comprado antes pq eles eram escolhidos antes. COMO ASSIM levam pessoas pro meio do quase nada SEM AVISAR que não vai ter como comer de jeito nenhum? Nossa, fiquei fula da vida. Imagina uma senhora de 80 e poucos anos com fome, cansada lá pelas 3 da tarde. É pior que bebê! Bom, mais uma x tive que fingir que nada tava acontecendo pq não queria preocupá-la. Então perguntei à garçonete se havia algum restaurante por perto. Ela me indicou seguir a rua que deveria achar algo. Avisei ao guia, que me disse que tínhamos 45 minutos pra voltar e lá fomos nós, de baixo de chuva e frio procurar algo pra comer. Me senti, juro, como no filme A vida é Bela, com o mundo caindo e eu cantando e dançando (na chuva) pra poder fazer a experiência da tia a melhor possível.

Cerca de 500 mts dali achamos um pub lindo, muito lindo, muito aconchegante, somente com pessoas locais, ninguenzinho falando outra língua se não aquele formoso sotaque britânico. Entramos, perguntei se tínhamos como conseguir comer em 30 minutos, a moça disse que sim. Então nos sentamos e comemos. E foi uma das experiências mais supimpas de comida que tive na viagem. Se não a mais.
O nome do lugar é Red Lion e estávamos na cidade de Lacock, pelo que diz no cartão do lugar rs. O atendimento foi primoroso, a comida master saborosa.
Baked Camembert in the box with rosemary & garlic, red onion marmalade & rustic bread

Homemade soup of the day with rustic bread (a sopa do dia era de cogulemos)

Saímos correndo do almoço em direção ao pub onde estava nosso pessoal e deu tudo certo, chegamos lá eles tinham acabado de entrar no busão. Ufa! De lá partimos pra Stonehenge. Tb não sei quanto tempo demorou porque dormi.  
A gente no frio. Ops, em Stonehenge

Chegando em Stonehenge a gente recebeu um audio guide (mais uma x fornecido pela atração turística, não pela cia de turismo) e fomos encaminhadas para uma fila para pegar um ônibus que é do local que nos leva próximo às pedras. Munidas de todos os casacos da face da terra + nossas capas de chuva, lá fomos nós!
Confesso que Stonehenge não é um local que estaria no meu roteiro se não fosse pela tia. E realmente nada me agregou, nem mesmo em emoção. Achei, sinceramente, Matchu Picchu muito mais interessante. Mas sei que pra ela foi muito especial.

Aliás, pra quem acha que se chega perto das pedras, não chega. Há uma separação e essa distância que vcs vêem da gente pras pedras nas fotos é a distância que se fica.


Tia feliz!!!
Lá há ainda uma grande loja de comida e bebida com vários tipos de chocolates quentes, que foram a salvação pro meu congelante ser. E tb há uma loja bem grandinha de souvenirs para quem quer levar presentinhos dessa experiência.

Chegamos de volta à Londres por volta das 20h, como planejado.

Resumindo: acho muita coisa pra se fazer em tão pouco tempo. SE vc tem mais tempo, aproveite mais cada lugar. Agora se não tem tempo, ok, faz o estilo piscou passou que fizemos que tb vai ser legal. O que não pode é deixar de conhecer!











segunda-feira, 16 de junho de 2014

Londres - UK

A primeira coisa que preciso dizer é que eu fiz 'duas viagens em uma' pra Londres. E ambas foram perfeitas.

Deixa eu explicar: fui pra Europa há cerca de um mês e meio atrás com uma tia-avó e passei 12 dias com ela passeando por 4 países (Inglaterra, Escócia, Irlanda e Irlanda do Norte). Depois ela retornou sozinha e abandonada pro Brasil (tadinha!) e eu segui por 3 dias tb sozinha (tadinha!) até que meu marido chegou em Londres e seguimos tb viajando por mais 15 dias por outros 3 países. A única cidade que fiz com os dois foi Londres e acabei por conhecer duas Londres, uma onde podia comprar o que queria  (não assim esbanjando, mas sem contar trocados) e uma contando tudo pra ficar dentro da verba do casal (não assim tão curta como na época em que éramos mochileiros, mas ainda assim ficando dentro de uma verba que nos dá direito a alguns momentos de esbanjo, não todos rs). 

Esse post vai ser sobre minhas considerações e experiências sobre Londres. Não vou falar dos pontos turísticos em si, falando somente, quando achar necessário, minhas impressões. Afinal, é Londres, né! TODO MUNDO já sabe quais são os pontos turísticos.

E para atender à curiosidade de todos começo com o que mais me perguntaram:
Como foi viajar com uma senhora de + de 80 anos?
Todos os meus amigos antes de eu ir estavam aflitos. Confesso que eu não, mas foi super tranquilo. Como qq dupla de meninas viajando sozinha, aprontamos muito, rimos muito, bebemos um pouco e pagamos muito, muito mico. Quase todos os lugares que fomos eram bem adaptados pra pessoas de mobilidade reduzida, com exceção para lugares onde quem montou foi a Mãe Natureza, e aí fazíamos tudo ao tempo dela,conforme ela conseguia dar prosseguimento.
O que achei de Londres?
Eu tinha a impressão de que não gostaria de Londres, de que ela seria fria como acho Paris e com povo tão mal educado e esnobe quanto. Mas foi um delicioso engano. Me deparei com um povo que, ok, não dá beijo e abraço como a gente aqui, mas é MUITO simpático e muito, muito, muito 'helpful'. Os caras moram numa das cidades mais turísticas do mundo e mesmo assim não perdem a paciência, o jogo de cintura e a delicadeza em ajudar aos turistas. Fiquei realmente impressionada. O que eu não gostei - e fui até enrolada - foi o atendimento em algumas empresas, como de turismo e telefonia. Mas o que tive de problemas tb vou relatar pra vcs, vai que ajuda.

O que acho muito importante saber sobre Londres antes de ir (e que gostaria de ter sabido antes de chegar lá):
- Chegando pelo aeroporto de Heathrow vc tem acesso wifi por 30 minutos, bastando fazer um cadastro. É só ligar seu celular, colocar em internet que vai aparecer. Faça o cadastro e pronto. Então  se vc for como eu que quer chegar e já avisar que está bem, pode ficar despreocupado;

- Se vc quiser comprar um chip de celular pra colocar no seu mas vc não é tão bem descolado assim quanto ao uso do seu aparelho e essas coisas eu não aconselho a colocar em máquinas. Lá existem máquinas tipo essas de refrigerante que vendem chips de celular. Dentro do próprio aeroporto tem. Um amigo meu me indicou comprar lá e foi um desastre. Eu não entendo nada de tecnologia, só sei ligar, usar, desligar. Parei na máquina e comprei uma das milhões de opções que tinha do envelopinho que vem o chip. O chip era maior do que o do meu tipo de celular. Daí tive que comprar outro, que era menor do que o meu tipo de celular, mas veio com um adaptador, ufa! Mas o adaptador não gostou do meu telefone e não queria funcionar de forma alguma. Fui dias depois a uma loja da marca do chip que comprei reclamar que o adaptador não estava funcionando e me falaram que não havia o que fazer, pq às x não funcionava mesmo. Imagina o ódio da pessoa aqui!!!

- Como comprar seu chip: o que deu certo comigo foi comprar na loja da Vodafone. Comprei em Paddington, que é o destino do trem que vc provavelmente vai pegar do aeroporto pra chegar na cidade. Então segura a onda até lá e lá vá numa loja da Vodafone (fica perto de uma das entradas principais) e converse com os vendedores. Ali eu fui muito bem atendida, os caras me perguntaram como ia usar o tel, se como tel, se como internet, com que frequencia, o que queria usar, etc, pra indicar o melhor chip e instalaram pra mim pra provar que tava ok. Todos os outros países eu segui essa mesma linha depois e aí não tive mais problemas.

- Como ir do aeroporto até Londres? Como na maioria das cidades o aeroporto é longe. Mas em Londres isso não é um problema. Dentro do próprio aeroporto tem uma estação de trem que vai te deixar em Paddington, que é uma central de trem e ônibus. Na área de desembarque vai ter avisos pro Heathrow Express, que é o trem. Vc pode comprar o bilhete lá mesmo, podendo ser com um atendente (em frente ao elevador) ou em máquinas no corredor que dão acesso à estação de trem. Não é caro, é prático e muito bom o serviço.

Hospedagem em Londres
Com a tia fiquei em um hotel na região de Blackfriars. O hotel que ficamos foi o Premier Inn Blackfriars que eu comprei pelo site da Booking.com  O hotel é muito perto da estação de metrô, tem um mini mercado na esquina e alguns pubs em volta. A região é tranquilíssima e uma das linhas de metrô que passam por lá é a circular, que é a que faz muito boa parte da área turística da cidade. Vale ressaltar que o restaurante do hotel era muito bom. O café da manhã foi o que eu mais gostei de todos os que tivemos por lá. É um self service muito bem servido com coisas beeem boas e muita variedade. E o atendimento de todos do hotel foi espetacular!
Meu primeiro café da manhã no Premier Inn Blackfriars

Já quando marido chegou nós ficamos em outro bairro, um pouco menos turístico (não acho que haja área não turística em Londres...) e ficamos num quarto pelo airbnb.com no apartamento do casal Chris e do Eyal. O apartamento é lindo e a vista é isso mesmo, deslumbrante. Chris e Eyal foram super atenciosos e ao mesmo tempo tentaram desaparecer da nossa frente, sabe. Parecia que não queriam nos incomodar. O metrô não é tão do lado, rola uns 15 minutos andando, o que não é de todo ruim, pode-se conhecer a região.



Andando por Londres
Com a tia a minha estratégia foi comprar um hop on hop off, aqueles ônibus de turismo que vc pode andar por todos os pontos turísticos fazendo no seu tempo. Achei que a estratégia foi bem válida pq não precisava me preocupar como como chegar/sair dos lugares. MAS não indico a City Sightseeing. Na Europa existem várias empresas desse tipo de turismo, procure outra. Em duas das 3 cidades que comprei eu adquiri quando havia uma promoção deles de que comprava um dia e ganhava o segundo. Só que quando cheguei lá eles não me deram os dois dias, disseram que foi um erro do pessoal da internet, que anunciou errado. E simples assim não me deram o segundo dia ao qual eu tinha um voucher escrito dizendo que tinha direito. Fiquei muito brava e até mandei mail preles, mas não ia deixar eles estragarem minha viagem. Então segui brigando só depois que voltei pro Brasil. Daí quando eu ameacei passar os vouchers e o ocorrido pros comitês turísticos das cidades onde isso aconteceu é que eles resolveram me dar mais um dia de uso. kkkkkkkkkkkk fala sério, né!
Outra coisa que tb não indico (mas aí independente da empresa que vc comprar) é comprar via web, a não ser que seja uma super promoção (e real). Porque? Porque quando vc compra via web vc tem que ir a um posto de troca deles, trocar seu voucher pelo ticket. Vc não pode ir direto ao ônibus e pronto. E se vc compra na hora vc paga direto ao motorista. Se a economia não for realmente boa não vale a pena pq vc vai gastar tempo e dinheiro pra chegar à central deles.

Outra coisa que fizemos foi andar bastante de metrô. Há muitas estações e em todas vc consegue mapas com a malha completa. Será preciso adquirir um Oyster card, que é como o nosso Bilhete Único e que vc tb vai poder usar em metrôs e ônibus. Mas lá nem todos os metrôs estão dentro do seu bilhete, que é cobrado por área. Então se vc carregar seu Oyster pela a área 1 (o centro), vc não consegue pegar o metrô na área 3. Mas aí vc pode comprar ticket adicional. O que eu fiz foi comprar o passe de uma semana pela área turistica e quando saia dela comprava ticket adicional. Há como comprar e carregar seu Oyster em qq estação de metrô.

Onde comer em Londres

Dizem que há tempos Londres não é mais só fisch and chips, a tradicional comida deles. Mas eu nem fiz muita questão de fugir desse não, viu. Era sempre uma opção barata, fora que muito boa. Mas tb comi em outros restaurantes, além do do hotel que, como falei, era muito bom.

Tempio. Perto do Premier Inn Blackfriars. É um restaurante Italiano num ambiente super bonitinho e aconchegante com um garçom inglês que já morou no Brasil e foi MUITO fofo conosco. Fica na5-9 Temple Chambers. Fomos lá em nosso primeiro dia em Londres porque não havia mais nada aberto perto do hotel. Não foi nada Uau, mas foi ok.

Jame's Italian. O renomado cheff Jamie Oliver tem vários restaurantes em Londres. Eu fui a 2 unidades do Italian por lá. A comida do cara é fantástica. Em Covent Garden era mais pra um quiosque. Fomos atendido por um brasileiro que nos deu a dica do que ele mais curtia e meu Deus, era fantástica a comida! Vale a pena.


Restaurante Jamie's Italian

The Royal Oak. Esse pub com estilo bem antigão e meio blasé fica em Shoreditch, bairro onde me hospedei com marido. O lugar não gera muita confiança, mas comemos um bregueti que era tipo um pão recheado com porco que era uma delícia!!! Eles ficam 73 Columbia Rd.

Chá da tarde no Ritz. É claro que nós fomos a um chá da tarde. E a tia escolheu o mais elegante possível, no Ritz, um hotel master pra lá de tradicional e chiquetoso. É necessário fazer sua reserva com antecedência pelo site. Há regra de etiqueta quanto a vestuário que deve ser seguida, se não não entra. A experiência é maravilhosa. O lugar é lindo, a comida, muito boa, bem servida e o atendimento perfeito. Sei que é muito caro e que há muitas opções mais baratas. Provavelmente se eu estivesse pagando a gente teria ido a um lugar bem mais em conta. Mas que eu amei, eu amei. E recomendo. Pq é simplesmente perfeito.
É importante ressaltar que vc compra um direito ao chá durante um determinado tempo. Vc vai poder comer e beber loucamente nesse tempo, mas ao final do tempo, ciao, eles tem outros clientes com horário marcado. É possível tomar o chá desde de manhã até a noite. Somente com reserva.





Por Pontos Turísticos
Eu só vou falar depontos turísticos que acho que vou conseguir ajudar com informações. 


Troca da Guarda

Claro que a tia queria pq queria ver a troca da guarda. Eu já tinha visto a troca da guarda em Ottawa, no Canadá. Fora o fato de a Rainha não estar lá, achei a troca da guarda de Ottawa mais legal por um único motivo: dá pra se ver, chegar perto, curtir e até tirar fotos com os guardinhas (que são em sua maioria mulheres por lá).

Rainha e princesa esperando a troca da guarda rsrsrs
 A troca da guarda de Londres é super bonita, é fato. Mas é muita gente, um pouco de empurra empurra, gente que chega cedo pra conseguir um bom lugar sendo empurrada pelos que chegam em cima da hora e se sentem no mesmo direito de conseguir um bom lugar. Mas acho (e dá pra conferir pela quantidade de micos que já paguei na vida), que mico faz parte e a gente precisa bingar algumas coisas na vida como, por exemplo, ficar horas sendo amassado pra ver um cavalo passando cagando (literalmente) pra vc enquanto vc se emociona pq tá vendo, mesmo que de longe pra caramba, a troca da guarda da Rainha. Prontofalei. rs





Eu não sei dizer se é melhor chegar cedo ou não. A gente chegou e mesmo assim não conseguimos uma boa visibilidade pra tia, que quando viu um espaço junto às grades grudou lá como se fosse sua tábua de salvação. rs Só que dali, segundo ela, ela não via nada porque tinha algo na frente.


 Eu fiquei um pouco mais pra trás que ela, fora do empurra empurra e pude ver os cavalos passando. Minha intenção era ficar de e olho nela enquanto ela curtia o momento. Mas o que me divertiu horrores foi ver o estresse que os guardas de trânsito passam ali, tadinhos! As pessoas simplesmente esquecem que estão em Londres e que há toda uma cidade que não pode parar porque tem um amontoado de gente querendo ver a guarda passar. Então começam a fechar as ruas, atravessar no sinal vermelho, uma confusão! E o guarda aos berros falando em inglês com todo mundo (literalmente todo o mundo tava lá, todas as nacionalidades possíveis!). Foi divertido. 
Tá vendo uns pontinhos vermelhos láaaa na frente? São eles!

No site Mapa de Londres vc consegue ter todas as informações sobre horários, como chegar, etc, à troca da guarda. Enjoy!



London Eye

Nós fomos à London Eye em nosso último dia em Londres. Até então a tia não tinha tido coragem. Eu não quis comprar ingressos antecipados pq sabia que ela tinha um certo medo de altura, então deixei pra comprar na hora, caso a coragem aparecesse.

Há duas grandes filas, a de comprar o ingresso e a de entrar na roda gigante. Não estavam muito absurdas pro ponto turístico que é (imagino que cerca de uma hora cada uma. Isso é menos que um brinquedo em algum parque em Orlando quando em alta temporada, vai! rs). 
Fomos comprar os tickets e a fila, como disse, era bem grande. Da fila avistei uma fila beeem menor chamada fast track. Fui, então, pra essa fila. Dessa avistei um outro balcão de atendimento com zero de fila e com nome Champagne Experiences. Perguntei o que seria e me disseram que, além de realmente furar a fila (tem-se um horário marcado que é só daquele grupo e pronto), vc ainda tem menos gente na cabine e ainda uma taça de champagne. 


A diferença de preço? 
o ticket normal = cerca de 18 libras
o ticket fila rapida = cerca de 27 libras
o ticket champagne experience = cerca de 35 libras

Ok, o dobro do normal. Mas a gente comprou e em 10 minutos já era nossa x de subir. Entramos em 12 pessoas, tivemos champagne e não ficamos em fila. Pra uma senhora de 80 e poucos anos ficar em pé numa fila é a pior experiência possível numa viagem. E ela teve uma experiência maravilhosa, sem filas, sem estresse, sem ficar horas em pé. Foi d+. Master recomendo essa opção se vc tiver como pagar.

Vale ressaltar que a experiência do ticket 'normal' tb é maravilhosa, pq a volta na roda gigante é igual pra todos, com mais ou menos gente na cabine, com álcool ou não. A experiência mais cara só dá mais vantagens, mas não tira, de forma alguma a beleza e emoção do que é a vista deslumbrante apreciada de lá de cima.

No site da London Eye é possível ver todos os tickets.





quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Bonito, MS. Flutuação no Rio da Prata x Flutuação no Rio Sucuri

Foram dois os passeios de flutuação que nós fizemos. Um no Recanto Ecológico Rio da Prata e outro no Rio Sucuri. A não ser o fato de  ambos serem 'flutuações', foram experiências bem diferentes e eu e meu marido divergimos bastante em opinião de qual foi mais legal. 

Bom, vamos iniciar falando sobre flutuação. O que 'ser' isso? Em tese é simples. Você coloca uma roupa de neoprene (que ajuda a não afundar, manter a estabilidade do corpo e ainda por cima ajuda a manter a temperatura corpórea), uma máscara e snorkel, deita no rio e pronto, a correnteza te leva. Simples assim. A roupa é fornecida pelo atrativo. Máscara e snorkel se vc tiver pode levar. Se não eles vão fornecer tb. Nadadeiras (pé de pato) são proibidas.


FLUTUAÇÃO NO RIO DA PRATA
O Recanto Ecológico do Rio da Prata fica há 50,2km do centro de Bonito, na cidade de Jardim. Nós fomos de carro, seguindo pelo mapa turístico da cidade e foi super tranquilo. Num dado momento, na parte de terra da estrada bateu um medinho porque não sabíamos se estávamos no caminho certo porque não haviam mais placas, mas como não desviamos em momento nenhum, seguimos e um tempo depois as placas voltaram a nos guiar também. Boa parte da estrada é de terra, creio que uns 20km. Mas era uma boa estrada de terra. Passando por regiões bucólicas tilindinhas.
Parte de estrada asfaltada entre o centro de Bonito e o Rio da Prata, em Jardim.

O pessoal do receptivo do Rio da Prata foi de longe o pessoal mais simpático e preparado que encontramos em Bonito. Dava prazer de os ver trabalhando. Chegamos lá e fomos recebidos super alegremente pelo pessoal. 

Por um erro meu de anotação, memória e um pouco de falta de informação, chegamos lá muito tempo antes da nossa atividade marcada para as 15:30. Achei, sinceramente, que o local seria +- como a Ilha do Padre, com outras atividades a fazer enquanto se esperava a atividade fim, a flutuação. Mas não, lá só há a opção de flutuação e cavalgada. Eram 10:30 da manhã e nós estávamos numa fazenda sem ter nada o que fazer até as 15:30. Sentamos numa área onde tem umas 4 grandes mesas e um pequeno redário e esperamos. Estava beeeeeem quente. Por volta do meio dia fui comprar cerveja.Mas eles não podiam me vender nada alcoólico antes da flutuação. Então ficamos no refrigerante mesmo. O almoço saiu e almoçamos. A comida é boa, bem saborosa. As sobremesas idem. Depois do almoço deitamos no redário e esperamos. Dormimos, claro.


Soneca no redário

O banheiro deles era o mais impecável de todos. Muito bonito e sempre muito limpo.

Eles levam MUITO a sério a parte de segurança tanto do turista quanto da preservação da natureza. Então antes da flutuação rola uma pequena explicação geral do passeio e informações de preservação da natureza. Nosso guia, o Thiago, era um cara que fazia pós em Biologia numa universidade em Campo Grande. Entendia bastante do que tava falando e tinha uma paixão por aquilo que era gostoso de ver. Aliás, foi ele quem nos indicou conhecer a Casa do João.

Munidos de roupa adequada, sapato idem, máscara e snorkel (que nós levamos os nossos, apesar de eles oferecerem), subimos na caminhonete como se fossemos retirantes num pau de arara e seguimos em direção a um pequeno lago. O caminhão nos deixou na entrada de uma trilha que era muito bem sinalizada e organizada de forma a irmos em fila indiana. O Thiago de x em quando parava para dar explicações sobre a flora e a fauna local e todo o trabalho de preservação da área. Já no lago ele fez mais explicações de como fazer o passeio, os peixes que iriamos ver e tivemos um pequeno treinamento. Ao dar a volta no lago nadando naquela posição que ele ensinou, eu já tava exausta! Só me perguntava: 'kd aquele lance de flutuar, não fazer força e só ver natureza sem esforço que me prometeram?' rsrsrsrssr Ok, não era tão assim. Mas mesmo tendo passado o dia seguinte com muita dor nos ombros valeu a pena. O passeio é fenomenal. As dores devem ter sido pela mistura da retirada do corpo do ócio costumeiro com o fato de que ao fazer a flutuação parece que vc tá num passeio pelo Vaticano, vc fica muito tempo com o pescoço voltado para cima, a fim de não perder nenhuma imagem.

O nosso era o último horário do dia e eu acho que isso foi um ponto negativo, porque a uma certa altura do passeio já não havia incidência de sol na água e já não mais diferenciávamos as cores.  Então acho que o passeio sendo por volta das 14h deva ser mais legal no quesito mais tempo de visibilidade.

Dicas: é obrigatório estar roupa de neoprene, sapatos especiais de mergulho, máscara e snorkel. Tudo isso é fornecido por eles. Se vc tiver pode levar. Nadadeiras (pés de pato)são proibidas. É aconselhável não estar usando nenhum objeto de valor como anel, brinco, relógio, pois pode perder. Também aconselha-se estar de roupa de banho (biquini/sunga) para ficar por baixo do neoprene. É indicado levar uma toalha e uma 'troca' de roupa, além de chinelos. Também é bom levar uma sacola plástica para colocar a roupa molhada depois. Lá há chuveiros para quem quiser tomar banho após a atividade. Não há guarda volumes. Vc deixa suas coisas no carro enquanto está na atividade. Se vc colocar a sua roupa de neoprene debaixo d'água (no chuveiro que fica ali do lado da área de retirada das roupas) fica muito mais fácil vestir. Entre na água e coloque a roupa. Nesse atrativo não era obrigatório o uso do colete, mas decidi usar porque assim ficava mais confortável nos momentos que não queria ficar de costas.
É proibido usar protetor solar e repelente.
Pode-se levar sua câmera subaquática.

FLUTUAÇÃO NO RIO SUCURI
No dia seguinte fomos fazer a flutuação no Rio Sucuri. Esse passeio estava incluso em nosso pacote, então não houve muita preparação,  só estar pronto na hora que passaria o ônibus da CVC. Não reparamos, portanto, no caminho, mas pelo mapa dá pra saber que fica há 19km do centro da cidade.

O receptivo deles é bem bacana também, conta com uma ampla área de restaurante, um pequeno redário e uma pequena piscina. Na piscina são feitos os treinamentos de flutuação, então não é necessariamente tranquilo utilizá-la.  E fica meio claro que não é a intenção deles que se use a piscina quando vc vê um número tão pequeno de mesas e cadeiras em volta dela (3 ou 4 no máximo).

Já o pessoal deles não foi tão simpático quanto os do Rio da Prata. Eram mais carrancudos. O moço que trabalhava na parte de entrada da área de almoço, então, nossa! Parecia que queria matar todo e qq um que aparecia em sua frente. Ok, era dia 25/12, ok ele devia estar cansado da festa da noite anterior, mas... sei lá.... poderia (e deveria ao meu ver) ter um atendimento melhor, independente do dia do ano. Não precisa vir me afanar, mas não precisava ser rude até ao falar oi. Mas, enfim.... talvez todos ali tivessem num mal dia.

Mas bora pras coisas boas que é pra isso que fomos!

Nós éramos o quarto grupo a descer.Os grupos, parece, são chamados a cada meia hora. Chamaram nosso numero, nos juntamos e veio uma guia. Uma mulher de uns 40 e pouco anos loira muito bonita de semblante angelical. Ela sim foi muito simpática todo o percurso. Tudo o que tinha de semblante angelical tinha de prática. Se apresentou, nos encaminhou para a área de troca de roupas, onde nos deram as roupas de neoprene, sapatos, máscaras e snorkel (que novamente nós levamos os nossos). De lá já indicou o caminhão que tínhamos que subir, subiu conosco e no caminho foi dando explicações sobre o passeio. Novamente o caminhão nos deixou no inicio de uma trilha e de lá seguimos andando em direção ao Rio. De x em quando a guia parava para dar alguma informação sobre a mata ou sobre o passeio. 


Quando chegamos a uma área do rio ela nos mostrou algo como um deck onde na frente dele havia um cano onde deveríamos nos segurar. Indicou que não poderíamos colocar os pés no chão em nenhuma parte do percurso. Explicou rapidamente como usar as máscaras, aos que não sabiam e mandou irmos embora seguindo o Rio. Depois entrou num barquinho e foi nos seguindo durante todo o percurso.

Ali sim podemos chamar de flutuação, pois quase não há esforço físico. A água é cristalina e como fomos num horário com abundância de sol, a visibilidade estava fantástica. Só que (sim, sempre há um só que nessa vida, droga! rs) o Rio Sucuri, explicou ela, quase não tem peixes. Ele é mais pra visualização da flora subaquática. Então estávamos num rio que achei mais bonito, com mais visibilidade mas não tinha peixe pra ver! Aff! Essa vida não é justa mesmo, né! rs Mas, ok. Por um tempo me diverti olhando as plantinhas. Depois eram todas muito iguais e resolvi fazer parte do passeio virada pra cima olhando o entorno do rio. Depois, cansada disso, voltei a olhar para o rio e ficava passando por cima daquelas plantas me sentindo no lago negro do Harry Potter, como no livro/filme do torneio tribuxo. Aí foi divertido! rs
Flutuação no Rio Sucuri
O entorno do Rio Sucuri

Depois almoçamos por lá. O almoço era bem sem graça e assim como o moço que trabalhava na recepção do mesmo, era seco. Mas ok, depois de tanto exercício e lugares tilindos, qq comida alegra!

Pernas após dois dias de flutuação com roupas de neoprene e sem protetor solar. rs

Dicas: é obrigatório estar roupa de neoprene, sapatos especiais de mergulho, máscara e snorkel. Tudo isso é fornecido por eles. Se vc tiver pode levar. Nadadeiras (pés de pato)são proibidas. É aconselhável não estar usando nenhum objeto de valor como anel, brinco, relógio, pois pode perder. Também aconselha-se estar de roupa de banho (biquini/sunga) para ficar por baixo do neoprene. É indicado levar uma toalha e uma 'troca' de roupa, além de chinelos. Também é bom levar uma sacola plástica para colocar a roupa molhada depois. Lá há chuveiros para quem quiser tomar banho após a atividade. Há guarda volumes para o período que vc estiver na atividade de flutuação.  Se vc colocar a sua roupa de neoprene debaixo d'água (no chuveiro que fica ali do lado da área de retirada das roupas) fica muito mais fácil vestir. Entre na água e coloque a roupa. 
É proibido usar protetor solar e repelente.
Pode-se levar sua câmera subaquática.