quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Bonito, MS. Flutuação no Rio da Prata x Flutuação no Rio Sucuri

Foram dois os passeios de flutuação que nós fizemos. Um no Recanto Ecológico Rio da Prata e outro no Rio Sucuri. A não ser o fato de  ambos serem 'flutuações', foram experiências bem diferentes e eu e meu marido divergimos bastante em opinião de qual foi mais legal. 

Bom, vamos iniciar falando sobre flutuação. O que 'ser' isso? Em tese é simples. Você coloca uma roupa de neoprene (que ajuda a não afundar, manter a estabilidade do corpo e ainda por cima ajuda a manter a temperatura corpórea), uma máscara e snorkel, deita no rio e pronto, a correnteza te leva. Simples assim. A roupa é fornecida pelo atrativo. Máscara e snorkel se vc tiver pode levar. Se não eles vão fornecer tb. Nadadeiras (pé de pato) são proibidas.


FLUTUAÇÃO NO RIO DA PRATA
O Recanto Ecológico do Rio da Prata fica há 50,2km do centro de Bonito, na cidade de Jardim. Nós fomos de carro, seguindo pelo mapa turístico da cidade e foi super tranquilo. Num dado momento, na parte de terra da estrada bateu um medinho porque não sabíamos se estávamos no caminho certo porque não haviam mais placas, mas como não desviamos em momento nenhum, seguimos e um tempo depois as placas voltaram a nos guiar também. Boa parte da estrada é de terra, creio que uns 20km. Mas era uma boa estrada de terra. Passando por regiões bucólicas tilindinhas.
Parte de estrada asfaltada entre o centro de Bonito e o Rio da Prata, em Jardim.

O pessoal do receptivo do Rio da Prata foi de longe o pessoal mais simpático e preparado que encontramos em Bonito. Dava prazer de os ver trabalhando. Chegamos lá e fomos recebidos super alegremente pelo pessoal. 

Por um erro meu de anotação, memória e um pouco de falta de informação, chegamos lá muito tempo antes da nossa atividade marcada para as 15:30. Achei, sinceramente, que o local seria +- como a Ilha do Padre, com outras atividades a fazer enquanto se esperava a atividade fim, a flutuação. Mas não, lá só há a opção de flutuação e cavalgada. Eram 10:30 da manhã e nós estávamos numa fazenda sem ter nada o que fazer até as 15:30. Sentamos numa área onde tem umas 4 grandes mesas e um pequeno redário e esperamos. Estava beeeeeem quente. Por volta do meio dia fui comprar cerveja.Mas eles não podiam me vender nada alcoólico antes da flutuação. Então ficamos no refrigerante mesmo. O almoço saiu e almoçamos. A comida é boa, bem saborosa. As sobremesas idem. Depois do almoço deitamos no redário e esperamos. Dormimos, claro.


Soneca no redário

O banheiro deles era o mais impecável de todos. Muito bonito e sempre muito limpo.

Eles levam MUITO a sério a parte de segurança tanto do turista quanto da preservação da natureza. Então antes da flutuação rola uma pequena explicação geral do passeio e informações de preservação da natureza. Nosso guia, o Thiago, era um cara que fazia pós em Biologia numa universidade em Campo Grande. Entendia bastante do que tava falando e tinha uma paixão por aquilo que era gostoso de ver. Aliás, foi ele quem nos indicou conhecer a Casa do João.

Munidos de roupa adequada, sapato idem, máscara e snorkel (que nós levamos os nossos, apesar de eles oferecerem), subimos na caminhonete como se fossemos retirantes num pau de arara e seguimos em direção a um pequeno lago. O caminhão nos deixou na entrada de uma trilha que era muito bem sinalizada e organizada de forma a irmos em fila indiana. O Thiago de x em quando parava para dar explicações sobre a flora e a fauna local e todo o trabalho de preservação da área. Já no lago ele fez mais explicações de como fazer o passeio, os peixes que iriamos ver e tivemos um pequeno treinamento. Ao dar a volta no lago nadando naquela posição que ele ensinou, eu já tava exausta! Só me perguntava: 'kd aquele lance de flutuar, não fazer força e só ver natureza sem esforço que me prometeram?' rsrsrsrssr Ok, não era tão assim. Mas mesmo tendo passado o dia seguinte com muita dor nos ombros valeu a pena. O passeio é fenomenal. As dores devem ter sido pela mistura da retirada do corpo do ócio costumeiro com o fato de que ao fazer a flutuação parece que vc tá num passeio pelo Vaticano, vc fica muito tempo com o pescoço voltado para cima, a fim de não perder nenhuma imagem.

O nosso era o último horário do dia e eu acho que isso foi um ponto negativo, porque a uma certa altura do passeio já não havia incidência de sol na água e já não mais diferenciávamos as cores.  Então acho que o passeio sendo por volta das 14h deva ser mais legal no quesito mais tempo de visibilidade.

Dicas: é obrigatório estar roupa de neoprene, sapatos especiais de mergulho, máscara e snorkel. Tudo isso é fornecido por eles. Se vc tiver pode levar. Nadadeiras (pés de pato)são proibidas. É aconselhável não estar usando nenhum objeto de valor como anel, brinco, relógio, pois pode perder. Também aconselha-se estar de roupa de banho (biquini/sunga) para ficar por baixo do neoprene. É indicado levar uma toalha e uma 'troca' de roupa, além de chinelos. Também é bom levar uma sacola plástica para colocar a roupa molhada depois. Lá há chuveiros para quem quiser tomar banho após a atividade. Não há guarda volumes. Vc deixa suas coisas no carro enquanto está na atividade. Se vc colocar a sua roupa de neoprene debaixo d'água (no chuveiro que fica ali do lado da área de retirada das roupas) fica muito mais fácil vestir. Entre na água e coloque a roupa. Nesse atrativo não era obrigatório o uso do colete, mas decidi usar porque assim ficava mais confortável nos momentos que não queria ficar de costas.
É proibido usar protetor solar e repelente.
Pode-se levar sua câmera subaquática.

FLUTUAÇÃO NO RIO SUCURI
No dia seguinte fomos fazer a flutuação no Rio Sucuri. Esse passeio estava incluso em nosso pacote, então não houve muita preparação,  só estar pronto na hora que passaria o ônibus da CVC. Não reparamos, portanto, no caminho, mas pelo mapa dá pra saber que fica há 19km do centro da cidade.

O receptivo deles é bem bacana também, conta com uma ampla área de restaurante, um pequeno redário e uma pequena piscina. Na piscina são feitos os treinamentos de flutuação, então não é necessariamente tranquilo utilizá-la.  E fica meio claro que não é a intenção deles que se use a piscina quando vc vê um número tão pequeno de mesas e cadeiras em volta dela (3 ou 4 no máximo).

Já o pessoal deles não foi tão simpático quanto os do Rio da Prata. Eram mais carrancudos. O moço que trabalhava na parte de entrada da área de almoço, então, nossa! Parecia que queria matar todo e qq um que aparecia em sua frente. Ok, era dia 25/12, ok ele devia estar cansado da festa da noite anterior, mas... sei lá.... poderia (e deveria ao meu ver) ter um atendimento melhor, independente do dia do ano. Não precisa vir me afanar, mas não precisava ser rude até ao falar oi. Mas, enfim.... talvez todos ali tivessem num mal dia.

Mas bora pras coisas boas que é pra isso que fomos!

Nós éramos o quarto grupo a descer.Os grupos, parece, são chamados a cada meia hora. Chamaram nosso numero, nos juntamos e veio uma guia. Uma mulher de uns 40 e pouco anos loira muito bonita de semblante angelical. Ela sim foi muito simpática todo o percurso. Tudo o que tinha de semblante angelical tinha de prática. Se apresentou, nos encaminhou para a área de troca de roupas, onde nos deram as roupas de neoprene, sapatos, máscaras e snorkel (que novamente nós levamos os nossos). De lá já indicou o caminhão que tínhamos que subir, subiu conosco e no caminho foi dando explicações sobre o passeio. Novamente o caminhão nos deixou no inicio de uma trilha e de lá seguimos andando em direção ao Rio. De x em quando a guia parava para dar alguma informação sobre a mata ou sobre o passeio. 


Quando chegamos a uma área do rio ela nos mostrou algo como um deck onde na frente dele havia um cano onde deveríamos nos segurar. Indicou que não poderíamos colocar os pés no chão em nenhuma parte do percurso. Explicou rapidamente como usar as máscaras, aos que não sabiam e mandou irmos embora seguindo o Rio. Depois entrou num barquinho e foi nos seguindo durante todo o percurso.

Ali sim podemos chamar de flutuação, pois quase não há esforço físico. A água é cristalina e como fomos num horário com abundância de sol, a visibilidade estava fantástica. Só que (sim, sempre há um só que nessa vida, droga! rs) o Rio Sucuri, explicou ela, quase não tem peixes. Ele é mais pra visualização da flora subaquática. Então estávamos num rio que achei mais bonito, com mais visibilidade mas não tinha peixe pra ver! Aff! Essa vida não é justa mesmo, né! rs Mas, ok. Por um tempo me diverti olhando as plantinhas. Depois eram todas muito iguais e resolvi fazer parte do passeio virada pra cima olhando o entorno do rio. Depois, cansada disso, voltei a olhar para o rio e ficava passando por cima daquelas plantas me sentindo no lago negro do Harry Potter, como no livro/filme do torneio tribuxo. Aí foi divertido! rs
Flutuação no Rio Sucuri
O entorno do Rio Sucuri

Depois almoçamos por lá. O almoço era bem sem graça e assim como o moço que trabalhava na recepção do mesmo, era seco. Mas ok, depois de tanto exercício e lugares tilindos, qq comida alegra!

Pernas após dois dias de flutuação com roupas de neoprene e sem protetor solar. rs

Dicas: é obrigatório estar roupa de neoprene, sapatos especiais de mergulho, máscara e snorkel. Tudo isso é fornecido por eles. Se vc tiver pode levar. Nadadeiras (pés de pato)são proibidas. É aconselhável não estar usando nenhum objeto de valor como anel, brinco, relógio, pois pode perder. Também aconselha-se estar de roupa de banho (biquini/sunga) para ficar por baixo do neoprene. É indicado levar uma toalha e uma 'troca' de roupa, além de chinelos. Também é bom levar uma sacola plástica para colocar a roupa molhada depois. Lá há chuveiros para quem quiser tomar banho após a atividade. Há guarda volumes para o período que vc estiver na atividade de flutuação.  Se vc colocar a sua roupa de neoprene debaixo d'água (no chuveiro que fica ali do lado da área de retirada das roupas) fica muito mais fácil vestir. Entre na água e coloque a roupa. 
É proibido usar protetor solar e repelente.
Pode-se levar sua câmera subaquática.

Bonito, MS. Atividades

Praia da Figueira

O passeio à Praia da Figueira estava incluso no nosso pacote CVC. Chegamos à Bonito, passamos no hotel, deixamos as malas, mudamos a roupa e partimos no traslado tb incluso no pacote, para a Praia da Figueira. É uma 'praia' de rio. O lugar é bem calmo, bonito. Tem um bar que atende com petiscos, comida e bebida, além de um restaurante self service ao estilo all you can eat

A água é gostosa, cheia de peixinhos e oferecem atividades como pedalinho, quadriciclo, slack line, tirolesa, entre outros. É indicado para toda e qualquer idade. Aceita cartão de crédito.

Nós estávamos bem cansados porque tinhamos ido pro vôo praticamente direto do trabalho, então só curtimos mesmo a calmaria. O atendimento lá foi atencioso e comemos uma porção de pintado frito que estava muito boa. 

O que achei ruim foi a limpeza do banheiro. Aliás, o que foi curioso, já que era muito bonito. Mas o que era bonito era de sujo. Deu nojinho. Por sorte só precisei ir lá bem no final do nosso tempo por lá mesmo. 


Pintado frito com cerveja na Praia da Figueira


Passeio de bote no Rio Formoso

Esse passeio só fizemos porque estava incluso em nosso pacote. Estamos acostumados a fazer rafting, então um passeio de bote seria, no mínimo, boring. Só não foi totalmente entediante porque os meninos dos barcos resolveram brincar de tacar água no outro bote. Aí rolou uma atividade de guerrilha divertida. rs Mas fora isso não tem nada de mais. Mas pelo que vi, para quem nunca tinha feito nada parecido, foi deveras divertido. 

É possível fazer essa atividade com qualquer idade.

Ao final do passeio de bote nós chegamos ao Ecopark Porto da Ilha. Lá ficamos por uma hora, somente o tempo de almoçar (valor do almoço não incluso no pacote) e aproveitarmos um pouco de uma área de banho com cachoeira deles. Era bem legal!
Cachoeira no Ecopark Porto da Ilha

Pareceu que o local oferecia inúmeras opções de diversão e aventura para todas as idades. Nosso guia no bote falou que é possível que já em 2014 eles coloquem aquelas bolas gigantes pra gente ficar dentro (tipo um hamster) e fazer um passeio pelo rio. Acho que vai ser dahora! rs

O almoço lá eu classificaria como razoável. A comida não era nada de espetacular, mas ok. Aceita cartão de crédito.

Dicas: é obrigatório estar de sapato com a parte de trás fechada, ou seja, algo como um tênis ou uma 'papete'. Toda a roupa VAI molhar, então leve uma muda de roupa para troca, além de toalha. É aconselhável não estar usando nenhum objeto de valor como anel, brinco, relógio, pois pode perder. Óculos, se não tiver mesmo jeito de ficar sem, o indicado é levar algum tipo de prendedor que o fixe no rosto, porque há o risco de perder. Também aconselha-se estar de roupa de banho (biquini/sunga) por baixo da roupa 'principal'. É indicado utilizar roupas leves e que sequem com rapidez. Também é bom levar uma sacola plástica para colocar a roupa molhada depois. 


Gruta do Lago Azul

O passeio até a Gruta do Lago azul também estava incluso em nosso pacote. Chegamos lá pelo traslado da CVC e nos deram um número que seria do nosso grupo. Ao chamarem nosso numero deveríamos colocar capacete e seguir as orientações do guia. 

É um passeio bem cansativo. São muitos degraus pra descer, sendo parte numa pedra bem escorregadia, desnivelada e sem corrimão. Já lá pelo segundo terço do caminho há um projeto de corrimão (umas cordas que não necessariamente dão apoio ao passante). Eles não tem restrição quanto a idade para esse passeio. Mas eu, sinceramente, acho muito perigoso tanto para muito idoso quanto para muito criança. 

Os idosos que vimos por lá estavam esbaforidos, passando realmente muito mal após fazer a subida, que é longa, cansativa e quente, beeeem quente. Já as crianças como qq criança, não tinham muito noção do perigo e se colocaram em risco muitas vezes. 

Mas o passeio vale a pena. Cansa, é fato, mas é um lugar lindo. Eu diria que tão lindo quanto a Grota Azzurra, em Capri, na Itália. Só faltou o guia cantar O sole mio.


                                                                                                                                                               Foto divulgação Portal Bonito
O receptivo do lugar é bem simples, mas oferece opções de comida (salgados fritos, sanduíche natural, biscoitos, amendoins), de bebida, picolé e um banheiro grande, arejado e limpo. Não há muito o que fazer no local, só esperar a sua vez mesmo.

Dicas: é obrigatório estar de sapato com a parte de trás fechada e preferencialmente que não escorregue, ou seja, algo como um tênis ou uma 'papete'. É aconselhável usar repelente. Carregue consigo o menor número de coisas possível, assim ajuda a cansar menos. Leve água. Se possível numa pochete ou calça cargo, deixando suas mãos livres.

O local não aceita cartão de crédito nem débito, somente dinheiro.


Balneário Municipal

O Balneário Municipal foi sem sombra de dúvidas o passeio que eu menos gostei. É uma praia de rio bem perto do centro de Bonito, a cerca de 6km do centro que vc paga pra entrar mas não tem absolutamente nada demais. Só tem uma área com grama uma escada de acesso ao rio. Não seria bonito nem mesmo se ainda não tivéssemos feito passeios em áreas mais bonitas. 

O valor de entrada quando fomos foi R$ 30,00 por pessoa e só pode ser em dinheiro. É possível estacionar no local sem cobrança adicional. Há 3 (ou 4, não me recordo) barracas para comprar comida e bebida. Pedimos um pintado frito que foi beeeeem so so. A barraca que nós fomos aceitava cartão de crédito.

Acredito que para quem está com criança seja um bom passeio, pois é mais calmo. Mas, vamos combinar, então vai à praia mais perto de casa, né! rs Mas enfim...


Boiacróss no Hotel Cabanas

Dentre as opções de boiacróss, a do Hotel Cabanas foi o que mais gente nos indicou. Disseram que era divertidíssimo. Fomos lá, tivemos toda a instrução e a primeira queda já era uma aventura. Era certo que íamos cair do bote. O instrutor avisou: 'segurem firme com uma mão no bote, a outra segura o colete e quando cair não solte o bote, pra gente poder resgatar vcs'. Ok, dito e feito. Ele rodou minha bóia e eu desci feliz e contente. Gente do ceu! Como bebi água! Tive certeza absoluta que daquele momento eu não passava, viria pra São Paulo num caixão ,pq não iam me achar no meio daquela água toda! rs Mas acharam, me puxaram pra cima e eu, como todos os coleguinhas do momento, ri loucamente (acho que eles também passaram por esse momento de crise existencial embaixo dágua... rs). Ai, ok. Agora era a x do maridão. Ele se preparou e desceu. Tinha um sorriso lindo de felicidade (ele queria muito fazer essa atividade). E eis que quando o instrutor o ergue eu vejo um semblante de dor e na hora gritei: 'o ombro dele saiu do lugar! Não mexe nele!'. Disparei em direção a ele (dentro do que disparar em cima de uma bóia contra a correnteza era possível). Daí me joguei na água e fui até lá levando a ditacuja da bóia. E pronto, esse foi nosso boiacróss. rs Dali já saímos e não fizemos mais o percurso.

Vale ressaltar que a equipe do Hotel Cabanas foi muito atenciosa, prestou todo o atendimento possível, ajudou em tudo que foi necessário conosco e enquanto isso o grupo ia feliz e contente percorrer o rio. Ou seja, eles tem estrutura para não parar a brincadeira por causa de um contratempo, o que achei ótimo. 

Quem for lá um dia fazer esse passeio, depois me conta como foi! rs 


Maridão sendo visitado por um tucano após colocar o ombro no lugar.

Rapel no Abismo Anhumas

Rapel no Abismo Anhumas era o passeio que eu mais queria fazer. Contratei o passeio com muitos meses de antecedência porque o limite de pessoas por dia é de 16 para essa atividade. O valor é bem salgado, R$ 575,00 mas mesmo assim é bem disputado. 

O Abismo Anhumas é um rapel que depois de descer dentro de uma caverna com água no fundo que vc pode fazer flutuação (ou pagar um adicional e fazer mergulho com cilindro) vc tem que fazer o que chamam de rapel invertido, porque a única maneira de sair de lá, é subindo pelas mesmas cordas que se desceu. Um dia antes da atividade é necessário fazer um treinamento (como com quase todo esporte de aventura). 

Fui fazer o treinamento e dentre todas as atividades que fomos eles eram os caras menos simpáticos do pedaço. Eu entrei no local, só tinha eu, meu marido e um funcionário. Ele não se deu nem ao trabalho de falar boa tarde. Depois apareceram outros funcionários que eram tão antipáticos quanto e uma mulher me chamou, se apresentou, começou a colocar o equipamento em mim com cara de poucos amigos, perguntou se eu já tinha feito rapel, respondi que não, e ela falou como funcionava o equipamento e disse 'agora sobe'. COMO ASSIM agora sobe? Bom, fui perguntando e conforme ela ia me respondendo e eu entendendo, fui fazendo. Sinceramente achei que me saí muito bem. Tava animadíssima. Tive que subir uma área de 6 ou 8 metros, não me lembro, depois descer, depois subir, depois descer. Enquanto isso eu ia tentando me adaptar às ordens da instrutora e do rapaz (o nada simpático de quando eu cheguei mas naquele momento até tava menos grosseiro e até sorriu quando eu o ajudei com um grupo de japoneses que não falavam nada de português) que tava em cima que acabou me ajudando mais do que ela. 

Desci a segunda rodada radiante. Amanhã iria fazer a atividade que tinha me feito comprar o pacote pra Bonito. 

Aí a minha instrutora me chamou pra fora da área de treino pra tirar meus equipamentos e começou a falar como eu teria que ir vestida e tals. Instruções básicas pro meu grande dia! E termina com uma frase que até agora ecoa na minha cabeça 'mas eu aconselho que você não vá. Você não vai aguentar'. A minha decepção foi tanta, mas tanta, que fiquei atordoada. Minha única reação foi a de, como uma formiga, aceitar as ordens da minha superiora. Pensando em muita coisa tipo 'como assim, eu me preparei, passei meses fazendo exercícios físicos', ou como 'mas porque?' eu simplesmente peguei e falei: 'você aconselha que eu não vá? Então eu não vou.' E saí de lá.

Até agora tou arrependida de não ter questionado, de não ter lutado pelo que queria. Eu ia subir na perna os 70 e poucos metros do rapel invertido? Provavelmente não. Como tantas outras pessoas que também não, já que é uma atividade vendida a leigos e não só a esportistas. Mas eu queria tentar. Eu marquei essa atividade com muito tempo de antecedência. Sei que tem muita gente em fila de espera pra fazer a atividade e sei que praticamente todo mundo que desce é puxado pra cima em algum momento. 

Mas enfim, na hora no meio do atordoado, segui o comandante, como sempre faço. Pensei que ela estaria fazendo a escolha melhor por mim, já que ela entende do negócio e eu não. Mas não sei o que pensar.

A não ida ao Abismo Anhumas me deixou uma sensação de desgosto absurda.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Bonito, MS. A experiência.

Conhecer Bonito, MS, foi uma experiência incrível. Digo que, sem sombra de dúvidas é o lugar até hoje dentre os que conheci no Brasil que mais está preparado para receber turistas. E não é à toa. Bonito vive exclusivamente do turismo ecológico. E o faz muito bem. Nunca antes tinha sido bem atendida em tantos estabelecimentos diferentes numa mesma cidade pequena. 

Ir passar férias em Bonito foi uma decisão fácil no quesito interesse em conhecer o lugar, já que muito se fala se suas belezas. Porém, quando fui verificar a disponibilidade de passagem, hotel, passeios, tudo se mostrou muito difícil. Então vou dividir aqui minhas dificuldades e tentarei ajudar ao máximo a quem ainda quer ir, porque VALE A PENA conhecer Bonito.

Eu fiquei muito impressionada com a estrutura da cidade e dos atrativos. Um pouco menos impressionada com as atrações e a beleza natural em si. Todo mundo que foi a Bonito me falou como se lá fosse o lugar mais fenomenal do planeta. É legal, vale a pena, é bonito, divertido e gostoso. Acho até que imprescindível para 'ticar' que foi na vida. Mas não achei tão estupendo quanto todos me falaram não. Acho que o conjunto da obra estrutura + atividades é fantástico. Mas como complemento, nem só a natureza nem só o homem.

Eu na flutuação no Rio da Prata


COMO CHEGAR
Há 3 maneiras de chegar em Bonito indo de São Paulo:
- uma é de avião, pela TRIP, indo num vôo direto do Aeroporto Internacional de Guarulhos;
- outra é indo para Campo Grande e de lá ir de carro, ônibus ou fretamento, para Bonito. Campo Grande, capital do Estado do Mato Grosso do Sul, fica há cerca de 4 horas e meia de Bonito. Algumas são as companhias aéreas que fazem vôos para Campo Grande, entre elas a TRIP, a TAM e Gol; e
- uma terceira opção é ir de carro desde São Paulo.

Nós fomos de vôo direto. Foi bem tranquilo. 

O que é bem ruim é o aeroporto. Não tem nenhuma estrutura. MESMO. É um lugar abafado, sem ventilação, sem organização, uma zona. Nada é explicado, vc faz tudo na intuição. E na hora de voltar, que a gente tem que ir pra lá com bastante antecedência porque só tem 2 atendentes pra todo o vôo, passamos 3 horas no aeroporto que não tem nem um lugar que venda água, comida, qq coisa do tipo. Então é bom ir prevenido com comidinha, água e qq coisa que venha a precisar.

FORMATO: PACOTE OU COMPRAR TUDO SEPARADO
Optamos por ir num vôo direto que tem duração de 1:40 min. Só que a única opção disponível para o período que íamos (Natal de 2013) era indo com pacote de turismo com passagem + hospedagem + traslados + alguns passeios, pela CVC, totalizando 7 dias de viagem, com 3 deles com passeios inclusos e os demais 'dias livres'. 

A CVC oferecia algumas opções de hotéis. Eu cismei que queria ficar hospedada no centro da cidade. Já tinha tido experiência de ir pra cidades bem pequenas e estar hospedada bem longe do centro e ser um martírio pra me locomover. Então, mesmo meu amigo Leo tendo me dado a dica de que eu precisaria locar um carro por lá e insistir preu ficar num resort que ele tinha se hospedado com a esposa e a cria, eu bati o pé e escolhi um hotel categoria bem simples que ficava no centro da cidade. Li muitas opiniões de clientes e resolvi arriscar. O Lucca Hotel fica localizado a 3 ruas da rua principal do centro da cidade, o que nos proporcionou uma comodidade incrível. A não ser para os passeios (que em sua maioria são bem longe da cidade), pudemos fazer tudo a pé. 

Então acabou que fui com pacote de viagem da CVC mas comprei alguns passeios diretamente de uma outra agência, a Tucano Tour. Eu tinha sido indicada pela Tainá, uma amiga da minha amiga Ana, a ir à Agência Ar. Contatei umas 5 agências lá e optei pela Tucano pelo atendimento excepcional da atendente Débora, que foi muito muito muito atenciosa comigo.

Bonito tem mais de 40 agências de turismo. Nesse link tem os contatos de todas elas. Mas olha só: TODOS os passeios em Bonito são tabelados e todos tem limite máximo de pessoas por dia. Quase todos os passeios só são feitos com guias turísticos credenciados, com horário marcado, previamente agendado (e pago) e em sua grande maioria os passeios são em propriedades privadas.

Se vc for na alta temporada é recomendado comprar tudo com antecedência. Alguns passeios só podem o máximo de 16 pessoas por dia, como é o caso do rapel no Abismo Anhumas. 

A escolha da agência vai, então, do que vc curtiu do atendimento, pq de resto é tudo igual.


O HOTEL
Quanto ao Lucca Hotel, eu recomendo. É realmente simples mas, além de muito bem localizado, oferece quase tudo que um bom hotel tb oferece. É bem limpinho, o pessoal de trabalho tende a ser bem simpático, o ar condicionado funcionou perfeitamente bem, a cama era ótima (pequena pra alguém comprido como meu marido, mas muito confortável) e a internet wifi funcionou a maior parte do tempo. No final da tarde eles ofereciam um mimo que eu achei uma graça: disponibilizavam pipoca para os hóspedes. O café da manhã era simples como o hotel (e compatível com o valor que estávamos desembolsando). Alguns colegas que estavam no hotel reclamaram que era muito simples. Mas eu achei ok. Tinha com certeza muito mais coisa do que tem no café da minha casa. E esse normalmente é meu parâmetro. rs

Os pontos negativos deles pra mim foram poucos. 1) o chuveiro caía pouquíssima água e não esquentava direito;  2) no café da manhã ofereciam margarina e não manteiga. ODEIO margarina! rs; e 3) não havia uma renovação de ar no banheiro.


ALUGAR OU NÃO UM CARRO
Sim, definitivamente, sim. A grande maioria dos atrativos são bem longe, chegam a ser em cidades vizinhas. Se vc estiver pelo menos com mais uma pessoa vale muito a pena locar um carro. Nós locamos pela Vanzella e correu tudo super bem. Me forneceram um carro 1,0 com direção hidráulica, ar, trio elétrico e era bem novinho.

É possível achar locação em outros pontos na cidade. Mas os preços eram os mesmos então loquei com eles que me vieram bem indicados. Aliás, eles tb fazem fretamento Bonito x Campo Grande.

As estradas em sua maioria são boas e em praticamente todos os atrativos tem parte que é de estrada de terra. Mas pra estrada de terra, eram bem boas tb!

Ao locar o carro peça um mapa da cidade. Lá na Tucano a moça me mostrou os caminhos e deu dicas de referências nas estradas, assim como me disse +- quanto tempo era necessário pra chegar aos atrativos.


O mapa turístico da região é bem simples, didático e funcional. Não tem como se perder. Além disso as estradas são muito bem sinalizadas. Eu trouxe o mapa mas n estou me entendendo em digitalizá-lo, então 'roubei' o do site Os dois viajantes que tb tem dicas sobre Bonito tanto pra quem foi de Campo Grande de carro quanto pra quem curte fazer diving.


Mapa turístico de Bonito e região

Pra quem prefere não alugar um carro existe a opção de fazer os passeios com a CVC. O nome da empresa deles de receptivo é Translocar. Então pode-se ver qual o roteiro deles para o período que vai estar lá para fazer o seu baseado no deles. Assim vc pode comprar com eles já o passeio e o traslado, que pode ser de van ou de ônibus, com guia. Às x o ar condicionado não funciona do ônibus e vc corre o risco de fazer uma hora de trajeto escutando músicas que realmente não tava a fim de ouvir, mas... é o preço da praticidade.



DINHEIRO OU CARTÃO DE CREDITO
Em todos os informativos que eu recebi das agências de turismo tinham avisos bem grandes informando que só há na cidade 3 bancos e que Bonito não é provida de caixa eletrônico. Em outros tantos de publicações que li seja em blogs, no Tripavisor ou seja no Foursquare, muitas pessoas indicavam que eram muitos os estabelecimentos de lá que não aceitavam cartão de crédito. Então fomos providos de algum dinheiro em espécie a fim de evitar problemas. Mas foi bem mais tranquilo do que esperávamos. Boa parte dos lugares aceitava cartão de crédito. Não sei se eles tinham adquirido a pouco tempo, mas sei que foi bem tranquilo passar o tempo lá com cartão.
Na cidade as lojas, os mercados e a maioria dos restaurantes que fomos aceitavam cartões de crédito.
Nos atrativos boa parte deles tb aceitavam cartão de crédito. 
Na agência de turismo, na locação do carro e no posto de gasolina tb utilizamos cartão de crédito. (Atenção, na locação de carro eles pedem ou um cartão com limite superior ao valor de caução que tem que deixar lá ou um cheque caução. Dê uma falada com eles antes pra estar preparado/a).
Em dinheiro espécie nós acabamos gastando bem pouco. 
Nos restaurantes que não aceitavam cartão os garçons costumavam já avisar logo que a gente sentava. E aí a gente decidia se ficava ou não.


O QUE TEM PRA FAZER EM BONITO
Pelo mapa acima dá pra ver que tem coisa pra caramba pra se fazer por lá. Toda agência tb te manda um descritivo de cada passeio com valores, tempo de duração, o que está incluso, etc. Abaixo relaciono os que nós fizemos. Estão em ordem cronológica do que fizemos, ok!
Vou fazer post sobre os passeios em si e aí sim vou falar de cada um deles.
- No dia que chegamos fomos para a Praia da Figueira (estava incluso no pacote CVC)
- No segundo dia fomos fazer um passeio de bote no Rio Formoso (estava incluso no pacote CVC)
- De lá paramos na Ilha do Padre (estava incluso no pacote CVC) para almoçar (almoço não incluso)- Da Ilha do Padre fomos para a Gruta do Lago Azul (estava incluso no pacote CVC)
- No terceiro dia fomos de carro fazer a Flutuação no Rio da Prata
- No quarto dia fomos fazer a Flutuação no Rio Sucuri (estava incluso no pacote CVC)

- No quinto dia fomos de carro fazer a trilha e cachoeiras na Boca da Onça
- No sexto dia eu iria fazer o rapel no Abismo Anhumas (que acabou não acontecendo), então fizemos Bóiacross (que de fato não aconteceu tb, mas leia o post específico, por favor)
- Do Boiacróss nós fomos pro Balneário Municipal
- Em nosso último dia em Bonito nós fomos fazer trilha e cachoeiras no Rio do Peixe.


ONDE COMER NO CENTRO DE BONITO
Alguns dos atrativos oferecem refeição. Uns a refeição está inclusa no preço, outros não. Sobre as refeições das atrações que fizemos eu vou falar nos posts referentes às atrações, ok!

No centro da cidade é possível achar inúmeros restaurantes, botecos, lanchonetes, sorveterias, pastelarias, mercados, etc. Tem comida pra todos os gostos. 

O restaurante que nós mais gostamos foi a Casa do João. O ambiente é lindo, o atendimento foi sempre muito bom (sim, após conhecermos e ficarmos fãs, fomos lá todos os demais dias de viagem) e a comida foi simplesmente fenomenal. 

Eu e meu marido adoramos comer (e quem não adora!). E adoramos conhecer a culinária local. Só que infelizmente não há tantos restaurantes no Brasil que sejam memoráveis. Tem sempre 'aquele que comemos aquela muqueca de jaca em Carneiro, PE', tem aquele outro que comemos aquele peixe, lembra'. E é sempre assim. as comidas podem ser esquisitas, inusitadas, diferentes, muito boas, mas só dois até hoje nos deixaram boquiabertos. Foram a Casa do João em Bonito e o Peixe na Telha em Porto de Galinhas (que já falei dele aqui em algum post). Então esses dois restaurantes estão de parabéns porque são, para nós, memoráveis! (Lembrem-se: essa é a nossa experiência, o nosso gosto). 

O prato que mais gostamos foi o pirarara na chapa. Um peixe de rio muito gostoso. Vem acompanhado de arroz, batata souté e um maravilhoso molho de alcaparras. De sobremesa a mousse de chocolate de Tirene é uma dádiva. Tem uma consistência que é uma coisa!


Mousse de chocolate nababesca da Casa do João


O restaurante com comida mais diferente foi o Castellabate. Fica na entrada da cidade e todo mundo sabe qual é! rs. Comemos um prato chamado Paella exótica, que era composta de jacaré, javali, avestruz, peixe (pintado) e râ à dorê. Bem interessante. 

A gente queria comer jacaré e quando vimos essa opção achamos melhor já enfiar o pé na jaca logo! rs A carne de jacaré é branca e tava muito bem temperada. O gosto é de carne de frango e a textura é de uma lula mal feita (aquela borrachudinha, sabe. rs). O javali tem gosto e textura de carne de porco. A avestruz tem uma carne escura, parecia uma carne de panela e o gosto eu n consegui fazer nenhuma comparação, fora achar esquisita. A rã graças a Deus tava em falta então colocaram esses pedações de jacaré aí em cima no lugar de rã. 
Paella exótica no Castellabate, o Rei do Jacaré.


Dá uma olhada na foto que tirei do cardápio. Dá pra ter uma noção de que só tem iguarias inusitadas por lá! rs

Cardápio do Castellabate


Outro restaurante que fomos foi o Tapera. O ambiente é legal a comida é boa, mas não excepcional. 

Não comemos, mas nos falaram que tem um trailler na praça dos peixes (pracinha principal da cidade) que oferece uns sandubas muito bons.

É possível também encontrar pastel e até cheesburguer de jacaré. rs

Outra coisa que comemos bastante foram os picolés de frutas do cerrado. A marca que mais curtimos foi a Delicias do Cerrado. Eles tem uma lojinha bem na rua principal do centro e também vende em alguns restaurantes e pontos turísticos. Os pontos fortes pra gente foram o de Taperebá, que é bem cítrico e de Coco de guariroba, que é bem docinho, entre um amendoim e coco. O que odiamos foi o de guavira, uma fruta bem típica de lá que se acha em várias formas, como suco, picolé, sorvete, doce e até petit gateau.


CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES

  • Se atente às informações do seu guia. Alguns passeios tem exigência de tipo de roupa ou calçado e outros tem proibições como usar repelente e protetor solar. Lembre-se: vc escolheu ir pra um lugar de pura natureza. Mantenha-a, respeite-a.
  • Leve repelente para os passeios que lhe permitem. Se possível leve tb um pra usar no hotel, daqueles de ligar na tomada. É bem provável que vc precise. Eu levei uma pulseira de repelente de citronela. Achei bem prático. Só tive problemas com mosquitos nos passeios que não podia usar repelente (e daí não sei nem a pulseira).
  • Vai-se ouvir muito todos dizendo que não é para beber água sem ser mineral em Bonito. Inclusive indicaram só aceitar gelo de restaurantes que me dissessem ser gelo de água mineral. Ok, eu fiz, Porém, minha busca por informações do porque a água faria mal (a informação recebida lá é de que eu passaria dia de Rainha no banheiro) não ajudou em nada. Todas as pesquisas que fiz me apontaram para estudos que provavam que a água com alto teor de calcário não faz mal. MAS não custa prevenir, né!

sábado, 8 de junho de 2013

Lojinhas diferentes pra encontrar em NY.

Como qq menina eu ADORO lojinhas. Mais pra olhar, confesso, do que pra comprar mesmo. Mas adoro ver coisas, principalmente diferentes. Sempre que viajo (pro Brasil ou não) eu gosto, por exemplo de ir ao supermercado. Sempre tem coisa diferente pra ver e conhecer. Mas voltemos a NY. Lá tem de tudo pra todos os gostos. E o meu, que é só mais um entre tantos, não ficaria de fora. Não vou falar das lojas que todo mundo vai, como Victoria Secrets, Sephora, Levi's, etc, etc, etc, pq essas todo mundo sabe achar facilmente. Vou falar das diferentes, interessantes (ao meu ver) e bacanas.

The Compleat Strategist - É uma loja só de jogos não eletrônicos (tabuleiro, cartas, D&D, etc). Fui lá pq muito antes de 'ser geek' virar moda eu tinha casado com um... rsrsrsrs Entrei, sentei, esperei. E ele parecia um pinto no lixo. Meninas, levem seus geeks lá. Eles vão amar!

Party city - é uma loja de decoração e insumos em geral para festas. Eu ADORO ter coisinhas bacaninhas pra receber os amigos em casa. Essa loja é uma delícia!

The Container Store - a minha máxima em organização é: sou organizada dentro da minha desorganização. As pessoas olham minhas coisas e acham que estão bagunçadas, mas eu sei onde tem tudo! E essa loja é uma perdição! Imagina TUDO o que vc pode ter para organizar suas coisas. Desde subdivisões para gavetas a armários completos. Muito legal ao menos pra morrer de inveja do American Way of Live.

Strand Book Store - Livros, livros e livros! Usados, raros, novos, lançamentos. Uma loja incrível onde se acha muita raridade. E lembrem-se: livros não entram na cota de direito de compra. Então pode abusar e trazer tudo que te der na telha!!!! Afinal, cultura nunca é demais!

Halloween Adventure - pra quem gosta de ir a festa a fantasia e se empolga, essa é a loja pra chamar de sua. Tem muita opção, para todos os gostos, tamanhos e estilos.

Santa Maria Novella - é uma filial da loja de mesmo nome que tem na Itália, foi a primeira farmácia de homeopatia da Europa. Adoro os produtos deles. São caros, mas chiques e servem muito bem para um ótimo presente. (o shampoo para pet deles é FENOMENAL)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Rockabilly em NY

Eu amo rockabilly e a cultura retrô ano 50/60 com suas roupas lindas e o jeitinho menininha boazinha das vestimentas das mulheres da época. Toda x que viajamos vamos atrás de lugar pra dançar e tb pra comprar roupas. Em NY isso não ficaria de fora, claro.

Como todas as cidades que já fui em todos os 7 países que já visitei não há uma casa especializada no estilo como há o THE CLOCK em São Paulo. O que é uma pena, pq a gente sempre fica morreeeeeendo de saudade de TUDO do The Clock. E cada vez mais temos certeza de que essa é a melhor casa do mundo, onde todos podem ter seus sonhos realizados.

Então tive que me contentar somente com uma lojinha de roupas, pra variar..... A mais cara que já vi na vida! Roupas deveras bonitas, mas não valiam os preços... rsrsrsaas roupas vendidas no The Clock são tão boas e bonitas, podem ser feitas sob medida e ainda saem pela metade do preço! Mas pra quem curtir o estilo e tiver podendo.... vai a dica. Pra quem n puder tanto mas quiser conhecer a loja que é uma gracinha, é a Bettie Page NY

terça-feira, 4 de junho de 2013

Curso de inglês em NY em duas semanas nas férias.







Eu passei duas semanas em NY a passeio. Aproveitei e me inscrevi num curso intensivo de inglês na Embassy. Fiz as aulas regulares, das 8:30 às 12:10 com um intervalo de 20 min e depois fazia aulas adicionais das 12:30 às 2:10. Eu gostei muito. 

A escola eu gostei muito. Da estrutura, da organização e dos professores. Também curti muito a experiência de ficar boa parte do dia obrigatoriamente tendo que falar em inglês. Fora isso curti os colegas que fiz em sala. Boa parte dos alunos era de asiáticos. Mas tb tinham bastante brasileiros. Eu fugi dos amiguinhos brasileiros pra evitar falar e pensar em português. Grudei na galera asiática pra ser forçada a falar inglês.

Tive pouco tempo e acho que isso é sim uma desculpa pra poder dizer que não necessariamente aprendi muita coisa, mas foi legal pq me soltei pra falar, coisa que tinha muita vergonha. Eu entendia o que as pessoas falavam comigo e simplesmente não falava de volta. E na sala eu me sentia bem mais segura. Então achei que valeu sim a pena e faria de novo.

Mas aí é que o bicho pega: eu só faria de novo de perder boa parte do meu dia nas férias pra fazer curso de inglês em tão pouco tempo SE eu já conhecesse a cidade, como era o caso. Então eu não estava aflita nunca de não poder ir conhecer o lugar A ou B. E aproveitava as minhas tardes para passear. Mas não sei se faria isso se fosse passar 15 dias em uma cidade que eu não conhecesse, por exemplo. 

Para fazer o curso de somente 15 dias na Embassy não foi preciso nenhum visto adicional. Serviu o de turista mesmo. Mas eles exigem seguro saúde por todo o período do curso, ok.O atendimento deles on line é muito bom. Então se está a fim de ir viajar e fazer um curso, dá uma falada com eles. Há cursos de uma semana a 2 anos. 

Vale ressaltar que as aulas eletivas da parte da tarde eram as que mais forçavam a gente a falar. Porque a da parte regular do curso era a parte de gramática mesmo.  Então acho que a combinação das duas é muito legal. Muito mesmo. 

De manhã a gente tinha gramática e de tarde eu tive aula de 'Survivor English', que era bem legal, abrangia temas como nomes de peças de roupas, como identificar quando temos que pagar tip sobre um serviço/produto (que até gerou um post aqui sobre tip). E a outra foi de 'Pronunciation' que tb foi muito bacana e a professora era bárbara! A escolha de qual aula vc vai fazer eletiva é feita pela escola, de acordo com o seu grau de inglês e do que identificam como sendo sua necessidade. 

domingo, 2 de junho de 2013

Onde e quando eu devo dar tip (gorjeta) nos EUA?

A tip (gorjeta) nos EUA tem uma importância muito maior do que aqui no Brasil. Aqui a gente não tem a cultura de pagar nada a mais por serviços, a não ser em restaurantes (E olhe lá!). A gente tem a idéia de que o cara já está recebendo pelo serviço então já está pago. 

Já lá nos EUA não só a cultura é diferente da nossa mas também as formas de pagamento ao prestador do serviço tb é diferente. Então eis algumas dicas de como pagar as tips e o que vc deve reparar para não pagar quando não precisa, ok.

A quem sempre se dá tip:
- carregador de mala do hotel
- taxista
- bartender
- garçonete

Todos os demais fica a seu critério se vc vai dar tip ou não, ok (atendende de fast food, de lojas em geral, artistas de rua, etc).

O carregador de mala do hotel é de praxe pagar de 1 a 2 dólares por mala que ele auxiliou a carregar. Tanto quando vc chega ao hotel quanto quando vc sai do hotel, ok. Meio que assim: vc pegou as malas e colocou no carrinho e ele só empurrou? 1 dólar por mala. Ele fez isso? Então 2. Simples assim.

taxistas, bartenders e garçonetes existe uma regrinha  (não legal mas social) que é a seguinte:
20% ou mais do valor do produto ou serviço quando o atendimento/suporte foi excelente
18% do valor do produto ou serviço quando o atendimento/suporte foi regular, normal, tipo nada de estupendo.
15% do valor do produto ou serviço quando o atendimento/suporte foi ruim. 

Não é educado não deixar nada de gorjeta como fazemos aqui no Brasil. Aqui a gente não dá a gorjeta quando não gostou do serviço. Mas lá a forma de mostrar que não gostou é pagar só 15%. É como se vc tivesse pagando pelo serviço dele ir lá na cozinha pedir o que vc queria e depois trazer pra vc e só. Porque ele não recebe por isso. Os de 3% pra cima é que são considerados pagamento por ter feito um serviço bacana. Mas o serviço ele não deixou de fazer. Vc pode não ter gostado, mas ele o fez, vc recebeu a comida/bebida ou chegou no seu destino.

É normal lá a tip não estar incluída na conta e a gente paga adicionalmente. Mas sempre dê uma olhadela na conta, ok. Alguns restaurantes, normalmente os muito turísticos, já apresentam as tips na conta e aí se vc não reparar isso vc pode acabar pagando a tip 2 vezes. Normalmente aparece como tip ou como propina (que é gorjeta em espanhol). 

Atenção! As tips não são as TAX's. Essas são os impostos que incidem sobre aquele produto/serviço e cada estado tem seu valor.